domingo, 16 de Maio de 2021

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Diteal conta a história da galeria de artes visuais do Complexo Cultural Teatro Deodoro em vídeo institucional

Por Assessoria
Em dezembro de 2014, Alagoas ganhava um belo e importante espaço para as artes visuais em Alagoas: o Complexo Cultural Teatro Deodoro. O lugar possui, além da galeria de artes visuais, sala de dança, de música, de reuniões e ensaios. A inauguração do prédio possibilitou ao Teatro Deodoro, patrimônio cultural de Alagoas, diversificar ainda mais as linguagens artísticas apresentadas ao agregar as artes visuais em seu circuito.
Desde sua inauguração, foram realizadas 44 exposições, entre individuais e coletivas, locais e nacionais, com diversas expressões de arte (pintura, escultura, instalação, fotografia, grafite, entre outros), diferentes estilos e temáticas, envolvendo artistas veteranos e iniciantes, de projetos e editais da Diteal e propostas de parceiros, consagrando o espaço e convergindo públicos.
Por causa da pandemia da Covid-19, as visitações foram suspensas e, como forma de contar um pouco da história do lugar, divulgar trabalhos de artistas e levar a arte ao público, a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal) produziu um vídeo institucional sobre a galeria de artes visuais do Complexo Cultural Teatro Deodoro, disponível no canal do Youtube, nas redes sociais e no site diteal.al.gov.br.
“O Complexo Cultural Teatro Deodoro se consolidou no circuito artístico de Alagoas, tornando-se um importante espaço para as artes visuais. Temos mantido, ao longo dos anos, um calendário intenso de atividades, com excelentes exposições e artistas, em sua maioria alagoanos. É muito gratificante revisitar a história do espaço e ter a certeza de que ele está cumprindo o seu papel. Assim que pudermos, retomaremos a nossa agenda com muita alegria”, afirmou a diretora presidente da Diteal, Sheila Maluf.
O vídeo inicia com fotografias que eternizam várias exposições que estiveram em cartaz no espaço, chegando à mostra Narrativas Poéticas, do FotoSururu 2020, em cartaz antes do isolamento social. A coletiva reúne trabalhos de fotógrafos, cujas imagens foram inspiradas em poesias e é resultante de uma oficina do projeto. Fotografias e poesias se entrelaçam, tendo a participação de nove fotógrafos: Arthur Celso, Deth Nascimento, Dilma de Carvalho, Eliézer Matias, Gregory Aguiar, Jorge Vieira, Letícia Maranhão, Nadja Barbosa e Ramatis Costa, e cinco poetas: Elpídio Júnior, Geo Santos, Mirian Monte, Ulisses Abílio e William Calixto.
“No início, o poema era um roteiro para a construção das fotos. Depois, os fotógrafos transitaram pelas metáforas e também pelo seu ambiente onírico, até desenvolverem a sua própria poética das imagens”, explicou Jorge Vieira.

Os poetas deixaram suas percepções das experiências da mostra no vídeo. “Experimentar essa troca, essa conexão, entre a poesia e a imagem, e não só isso, mas o contato entre o poeta/fotógrafo e o fotógrafo/poeta e permitir que aconteça essa catarse entre ambos, é uma experiência que toca profundamente o nosso íntimo”, contou o poeta William Calixto, que contribui, ainda, declamando uma poesia no vídeo.

“O que eu estou vendo é um desabrochar poético dos próprios fotógrafos, eles estão deixando os seus sentidos ainda mais aguçados. A poesia é toda beleza que conseguimos captar, mesmo nas coisas tristes. O fotógrafo é um poeta também e isso está muito claro nessa exposição”, falou a poetisa Miriam Monte.
Em seguida, o gerente artístico e cultural da Diteal, Alexandre Holanda, contextualiza a história da galeria e comenta sobre o momento vivido atualmente. “O Complexo Cultural Teatro Deodoro veio trazer um engrandecimento para a produção artística e cultural de Alagoas nas suas mais diversas vertentes. Nós temos dois espaços: o primeiro piso e o mezanino. Muitas vezes, temos exposições que ocupam os dois espaços e, em outras, mostras simultâneas. Estávamos com duas exposições antes da pandemia e tivemos que esvaziar a galeria. Os editais irão acontecer o mais breve e já tínhamos na agenda a exposição Lu Azul: 50 anos de carreira, homenageando esta grande mulher artista do cenário local. Aqui não é só a equipe da Diteal que trabalha, os artistas, produtores, idealizadores trazem as ideias, a gente conversa, produz, realiza e a gente é parceiro. Tenho certeza de que o mais breve possível estaremos aqui juntos e misturados, valorizando a arte e dando aquele abraço, que é o que tem de melhor. A relação do artista com o seu público é única”, observou.
Lu Azul também deu o seu depoimento. “Eu comemoro os meus 50 anos de vida artística. É uma trajetória de muita luz, luta, realizações, idealizações e conquistas. Recebi o convite da Diteal para fazer uma exposição com retrospectiva sobre toda essa vida, adiada para uma data ainda não confirmada porque, diante de tudo que vivemos com essa pandemia, o amanhã é incerto. No começo, senti um pouco de tristeza, depois fiquei mais assustada, aí pensei: já que foi adiada, pode ser ainda bem melhor, mais bonita e produtiva”, revelou.
Uma das curadoras da exposição de Lu Azul, que é filha da artista, Janaina Gabriela, acrescentou: “Eu cresci respirando arte, isso me trouxe inspiração e acabei me engajando na vida artística da minha mãe, trabalhando junto à ela e, agora, nesse momento tão importante dos 50 anos. Em breve, esse projeto maravilhoso vai estar aí para todo mundo participar”.
Viviani Duarte esteve na curadoria de exposições, como a coletiva Amostra Grátis, Poesia em Foco com a Confraria Nós Poetas, Projeto Livre Troca, contemplado no Edital Funarte, coletiva Cama, Andeja, da artista Myrian Almeida , entre outras. “Todo apoio da equipe da Diteal, logístico, artístico, técnico, financeiro, eles foram fundamentais para podermos desenvolver essas exposições. O quanto é importante termos um espaço como esse, que tem uma arquitetura belíssima, que contempla vários segmentos das artes e a gente pode ter um diálogo, gerando assim as artes integradas e consegue desenvolver um trabalho com uma qualidade muito grande. Tenho muito a agradecer a toda gestão da Diteal, o quanto foi importante pra mim, como artista e curadora, desenvolver esses trabalhos. Esse ano, temos exposição de 50 anos da Lu Azul, que foi adiada por conta da pandemia, mas quando tudo isso passar e a gente sabe que vai passar, vamos ter mais um trabalho de grande qualidade no Complexo Cultural Teatro Deodoro”, concluiu.
O artista e curador, Fredy Correia, inaugurou a galeria com a realização do I Salão de Arte Contemporânea de Alagoas (SACA) e também participa do vídeo. “Falar do Complexo Cultural Teatro Deodoro é muito fácil e prazeroso porque eu tive a oportunidade de montar a exposição inaugural e, desde então, venho contribuindo e colaborando. Aqui, existe uma grande vantagem para quem trabalha com a cultura porque dá-se um encontro dialógico de todas as vertentes das artes, do teatro, da música, da literatura, do cinema, aqui virou um pólo catalisador de cultura, do pensamento e nada mais justo e importante do que a gente colaborar com esse processo. Criamos aqui o maior Salão de Arte Contemporânea de Alagoas, que é o SACA, e a gente vem trazendo elementos que compõe esse espaço”, pontuou.
A curadora Alice Barros participou de várias mostras, como Angola – Viajando com os olhos, do fotógrafo Ailton Cruz, Memórias – Narrativas em Preto e Branco, do fotógrafo e antropólogo Siloé Amorim, Realismo Pictórico, do artista Nicolas Elifas, Arca Zoomórfica, de José Paulo, Signos Mimético-Poéticos, de Robertson Dorta, entre outras. “Essas exposições que recepcionam públicos diversos, as escolas, as pessoas que frequentam os teatros Deodoro e de Arena, há uma confluência de públicos, então é um grande organismo. A arte está viva porque nós a fazemos, tem toda uma equipe que trabalha para que tudo aconteça. Então, estamos falando sobre a vida de uma estrutura física que precisa pulsar, continuar viva, e essa vida vem do nosso trabalho, da nossa união, da nossa construção juntos”, observou.
O vídeo mostra, ainda, diversos registros de visitas de escolas e instituições sociais, que são feitas por meio de agendamentos da equipe da Diteal. “Ao longo desses anos, após a inauguração da nossa galeria, a Diteal vem cada vez mais buscando estreitar laços com as escolas e instituições por meio dos agendamentos para as exposições guiadas, onde o aluno pode ter contato com o artista, e também para os teatros. Recebemos, aproximadamente, 60 mil alunos e professores nesses espaços. Para nós, é muito satisfatório, pois estamos proporcionando contato com a arte e acaba sendo uma extensão para despertar novas formações, relatou Cristiane Honorato, responsável pelos agendamentos.

Para conferir o vídeo completo, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=fX_EpUbFajM

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