quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

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“É muito triste defender bandido; não entrei nesta Casa para isso”, diz Cibele Moura

Por Assessoria

Deputada Cibele Moura

deputada estadual Cibele Moura (PSDB) reafirmou, na sessão desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), que destruir o patrimônio público é crime. “Trato como bandido, porque quem comete crime é bandido. É muito triste defender bandido. Não entrei nessa Casa para isso. Não quero nem fazer a defesa das instituições, muito menos da SMTT, mas quero muito defender os trabalhadores, o agente, o policial. O material humano das instituições”, afirmou a parlamentar. 

Falou em resposta ao deputado Antônio Albuquerque (PTB), que se desculpou publicamente por ter afirmado na semana passada que o homem que incendiou uma viatura da SMTT deveria ter tocado fogo em mais viaturas, mas na sessão desta terça voltou a dizer que pagaria o advogado para defender quem cometeu o ato contra o veículo público.  

“Iria, inicialmente, daos parabéns ao pronunciamento do deputado Antônio Albuquerque, mas infelizmente não poderei fazê-lo. Não vou dá os parabéns porque o senhor deputado afirma que pagará o advogado do bandido”, disse Cibele, ao afirmar que “quando se fala em incendiar carros está botando a segurança dessas pessoas em risco”. Cibele disse ainda que recebeu inúmeras ligações de agentes de trânsito preocupados com a segurança pessoal logo após a fala de Albuquerque na semana que passou. 

Para a deputada, “se a instituição, seja ela qual for, está cometendo algum abuso, não é o material humano, não é a pessoa na ponta que está cometendo esse abuso. Não é o agente, o policial. Minha fala não é em defesa da instituição, mas da lei brasileira. Nada justifica colocar fogo, quebrar o patrimônio público, ir contra nenhuma lei. A gente está aqui para defender a lei e fui eleita para isso”, destacou. 

A deputada cobrou ainda que Albuquerque aponte nomes e apresente na Assembleia Legislativa detalhes sobre as denúncias feitas por ele em relação à SMTT. “Quando é falado que se tem conhecimento de práticas irregulares, é importante que se traga esse tema esta Casa. É importante que se aponte onde estão as irregularidades. É uma denúncia muito séria. Não podemos ficar no discurso”, disse. 

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