quarta-feira, 19 de setembro de 2018

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Belo Monte

“ Fazer história é antes de tudo: frequentar os arquivos, As  bibliotecas, Visitar os museus, E os monumentos, Passear com a carta na mão, Não só pelo campo, Mas também pela cidade, Com os olhos abertos, Ao espetáculo da rua, Não apenas como turista, Desinteressado: Como cidadão, ativo, se necessário for “ Lucien Febre

Das mãos do professor Douglas de Assis Bastos, recebi exemplar do majestoso livro Belo Monte (Subsídios para a sua história), de autoria do Pe. Reginaldo Soares de Melo, dedicado à Associação Alagoana de Imprensa (AAI). E, portanto, merece tecer comentários sobre a narrativa de real  interesse daquela unidade municipal pertencente à Microrregião de Batalha.

A obra, por sua vez, fora prefaciada pelo colega do autor Professor Padre José Araújo cujo sentimento realça a beleza da bucólica Belo Monte. Sendo merecedor de ser reproduzido seu pensamento. Diga-,se de passagem, reflete na sua sensibilidade de fazer justiça ao documentário histórico.

Ao pretender enaltecer o solo pátrio, Cassimiro de Abreu, o poeta do amor e da saudade, fê-lo sob a inspiração das Musas, escrevendo o poema ‘ Minha Terra’, cuja primeira estrofe que assaz conhecida, merece ser lembrada: ” Todos cantam sua terra,/ Também vou cantar a minha,/ Nas débeis cordas da lira/ Hei de fazê-la rainha/ – Hei de dar-lhe a realeza/ Nesse trono de beleza/ Em que a mão da natureza/Esmerou-se em quanto tinha.”

Por entender a pretensão do Pe. Reginaldo, fez questão de ressaltar seu propósito clareando o objetivo de seu trabalho. As páginas que ora saem a lume, são frutos de longas pesquisas, de um sem número de horas gastas. Frutos realmente de pesquisas cansativas por longos anos.

Em assim sendo, vê-se inserido nas bem escritas páginas o seguinte roteiro: situação geográfica, acidentes geográficos, limites, flora/fauna, hidrografia, fotos antigas e recentes, habitantes primitivos, primeiros habitantes de Belo Monte, Os Cariris, rodelas, índios de Belo Monte, tipo feitor da nossa história, origens, pecuária, a fazenda, o vaqueiro, ressaltando o ciclo do couro glosado pelo poeta  nortista rio-grandense, Moisés Sesoim:

“ Dá sapato e dá gibão,/ Toda obra o couro dá,/Dá manta, bota e silhão,/ Dá chapéu, da bandoleira,/ Dá corona e dá perneira,/ Dá sapato e dá gibão./ Para se fazer matulão,/ O couro é como não há,/ Serve até pra caçuá./ Dá peia, dá rabichola,/ Se prendendo o couro dá/ Toda obra o couro dá!”

Ademais, o autor acrescentou à sua obra primeiras visitas e explorações, povoamento, território, a fundação da Lagoa Funda, foto da vista de Belo Monte, primeira casa, situação política e administrativa ( divisão política), foto de posto de saúde, jurisdição, povoados, população, foto do Grupo Escolar, setor cultural, setor de utilidades públicas, foto do prédio da CASAL, aspectos econômicos, meios de transportes, turismo, administradores, foto da Prefeita Risolina,Câmaras, Câmara atual, vultos ilustres que merecem destaque: Antônio de Sampaio Dória, Cônego João Machado de Melo, Cônego Themístocles de Andrade e outras personalidades de relevo.

Dir-se-ia que o livro do Pe. Reginaldo Soares de Melo é, por excelência, uma pesquisa à altura da grandeza do município como um todo. Merece, pois, encômios pelo seu empenho em prol da terra de seus ancestrais.Espera-se, portanto, que outras lavras saiam de sua excelsa inteligência. Organização: Francis Lawrence.

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