Vida e Saúde

São Paulo confirma primeira morte por dengue em 2026

Óbito foi registrado no município de Nova Guataporanga

Agência O Globo - 16/01/2026
São Paulo confirma primeira morte por dengue em 2026
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O estado de São Paulo confirmou a primeira morte por dengue em 2026. Segundo nota do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), o óbito ocorreu no município de Nova Guataporanga.

Avanço da dengue:

A vítima era um homem de 53 anos, que apresentou sintomas no dia 3 de janeiro. No entanto, a notificação entrou nos dados oficiais de 2025, pois foi registrada ao final da semana epidemiológica 53, que se encerrou nessa data. Esse calendário é utilizado para o monitoramento de doenças.

De acordo com o painel de arboviroses da SES-SP, já foram identificados 3.768 casos prováveis de dengue em 2026, sem outros óbitos confirmados ou em investigação. A região de saúde de Presidente Prudente, onde está Nova Guataporanga, apresenta a segunda maior incidência do estado: 8,04 casos por 100 mil habitantes, ante a média estadual de 1,91.

Em 2025, São Paulo registrou 901,5 mil casos de dengue e 1.122 mortes, segundo dados da SES-SP. No Brasil, o painel do Ministério da Saúde aponta para 1,66 milhão de diagnósticos e 1.780 vítimas fatais.

O ano de 2025 foi o quarto consecutivo em que o país ultrapassou um milhão de infecções e mil óbitos, embora os números tenham sido menores que em 2024, quando houve recorde de 6,5 milhões de diagnósticos e 6,3 mil mortes. Para 2026, especialistas projetam 1,8 milhão de casos.

Uma notícia positiva é a chegada das primeiras doses da vacina contra a dengue do Instituto Butantan ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Atualmente, há limitação produtiva da farmacêutica Takeda, responsável pela Qdenga, primeira vacina incorporada e aplicada em duas doses, o que restringe a campanha a adolescentes de 10 a 14 anos.

Com a inclusão do imunizante do Butantan, de dose única, a expectativa é ampliar o acesso para trabalhadores da atenção primária à saúde e iniciar a vacinação da população geral a partir de 59 anos, reduzindo gradualmente a faixa etária até alcançar todos com 15 anos ou mais.