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Cheiro de fumaça, funcionários de máscara e lojas ainda fechadas: como está o Shopping Tijuca duas semanas após o incêndio
Retomada veio marcada por cheiro de fumaça, tensões e a lembrança dos dois brigadistas mortos no incêndio do subsolo
Duas semanas após o incêndio que vitimou dois funcionários e deixou outros três feridos, o Shopping Tijuca reabriu as portas na manhã desta sexta-feira. O cenário, contudo, ainda está longe da normalidade. O centro comercial permanece tomado pelo forte cheiro de fumaça, há lojas que seguem fechadas e equipes de limpeza trabalham intensamente, enquanto muitos funcionários usam máscaras de proteção.
Cheiro de fumaça persiste
Logo na chegada ao shopping, o odor de fumaça já é perceptível, mesmo do lado de fora do prédio. Não é preciso atravessar as portas automáticas para senti-lo. Para tentar amenizar o impacto, a administração instalou difusores aromáticos de canela tanto na entrada quanto em pontos estratégicos do interior do shopping. Apesar da medida, o cheiro de fumaça persiste, especialmente porque o subsolo segue interditado para investigação. Enquanto não houver conclusão das perícias, o local permanece inacessível.
Na entrada principal, os nomes da brigadista Emellyn Silvia Aguiar Menezes, de 26 anos, e do segurança Anderson Aguiar, de 43 anos, são destacados em um painel de LED, em homenagem às vítimas do incêndio.
Andares abertos em processo de reorganização
Nos três primeiros andares, a movimentação é de lojistas e funcionários empenhados na limpeza, reorganização dos espaços, avaliação de prejuízos e reposição de produtos nas prateleiras. Muitas lojas ainda não reabriram e, em suas fachadas, a administração colocou grandes papéis cobrindo as vitrines, sinalizando manutenção, limpeza ou reorganização interna. Algumas empresas ainda contabilizam perdas de produtos e danos estruturais.
Por outro lado, algumas lojas já retomaram as atividades. Na praça de alimentação, situada no terceiro piso, quase todos os restaurantes estão funcionando, mas o ambiente ainda carrega as marcas do incêndio. Funcionários circulam de máscara para evitar a inalação do odor, enquanto equipes de limpeza atuam sem parar. Muitos lojistas também realizam, manualmente, uma limpeza detalhada em seus estabelecimentos.
Subsolo segue isolado e acesso bloqueado
O subsolo permanece totalmente interditado. Para quem tenta acessar o andar por elevadores, o botão correspondente não funciona. No primeiro piso, a escada rolante para o subsolo está bloqueada por uma lona branca, impedindo qualquer visualização do espaço afetado.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, o subsolo e parte do térreo continuam interditados por terem sido as áreas mais impactadas pelo incêndio. Nesses locais, foram constatados danos significativos aos sistemas de combate a incêndio, como hidrantes e chuveiros automáticos, além do comprometimento da estrutura do edifício.
A liberação plena do shopping depende da recuperação total dessas áreas, com a recomposição dos sistemas de segurança contra incêndio e a eliminação de todos os riscos identificados. O prazo para reabertura completa dependerá do andamento das obras e das soluções técnicas adotadas pela administração do shopping. O Corpo de Bombeiros informou que acompanha de perto todo o processo, realizando avaliações técnicas conforme as intervenções avançam.
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