RJ em Foco
'Agora, estou sem trabalhar': piloto de aplicativo tem moto recuperada de assalto, mas veículo desaparece após ser levado para perícia
Jefferson Francisco dos Santos foi assaltado no dia 2 de janeiro, teve motocicleta recuperada por PMs e, desde então, tenta descobrir o paradeiro
Jefferson Francisco dos Santos, de 38 anos, vive um drama duplo após ter sua motocicleta roubada e, posteriormente, não conseguir recuperá-la da polícia. Em apenas quatro dias, ele registrou dois boletins de ocorrência: o primeiro, em 2 de janeiro, após ser assaltado em Coelho Neto, Zona Norte do Rio; o segundo, em 6 de janeiro, por furto, já que o veículo desapareceu após ser recolhido para perícia.
O assalto ocorreu por volta da meia-noite. Jefferson, piloto de aplicativo, havia aceitado uma corrida para o bairro e, ao chegar ao ponto de encontro, foi surpreendido por dois criminosos armados.
— Eu tentei argumentar, mas eles não quiseram saber, até me agrediram — relata. A moto, ainda em financiamento, tinha dez parcelas a vencer. O celular também foi levado durante o assalto.
Após o crime, Jefferson procurou policiais do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e relatou o ocorrido. Os agentes acionaram outras equipes e descobriram que, na Avenida Brasil, policiais do 14º BPM (Bangu) já haviam interceptado os criminosos e recuperado a motocicleta.
Segundo depoimento de um dos policiais, houve perseguição e tentativa de abordagem. Os suspeitos tentaram fugir, mas a motocicleta derrapou e colidiu em um muro. Um dos assaltantes conseguiu escapar para uma área de mata; o outro foi preso em flagrante.
Com a presença dos policiais, Jefferson reconheceu o suspeito detido e sua moto, que foi apreendida para perícia. Todos foram encaminhados à 34ª DP (Bangu), onde Jefferson foi orientado a buscar o veículo após o fim de semana, em 5 de janeiro.
No dia combinado, Jefferson ligou para o Pátio Legal, mas não encontrou registro da moto no sistema. Repetiu a busca à tarde, sem sucesso. No dia seguinte, foi pessoalmente à 34ª DP e ao Pátio Legal, além de checar a Cidade da Polícia, mas não localizou o veículo.
— Eu moro na Penha. Fui à delegacia em Bangu, depois ao pátio em Vargem Grande, e nada. Também procurei em Benfica, na Cidade da Polícia. Voltei à delegacia, e então decidi registrar a ocorrência por furto. Os policiais relutaram, mas insisti, já tinha consultado um advogado. Minha preocupação é que estou sem trabalhar. A moto é meu único meio de sustento. As contas estão chegando, e temo não conseguir comprar comida — desabafa.
No novo depoimento, Jefferson relatou que, ao chegar à delegacia, foi informado de que não havia registro ou informação formal sobre a retirada do veículo. Disseram-lhe ainda que havia possibilidade de furto, já que a moto estaria estacionada em vagas destinadas às viaturas da unidade. A investigação deve analisar imagens das câmeras de segurança.
Em nota, a Polícia Civil informou que "a investigação está em andamento na 34ª DP (Bangu). Agentes realizam diligências para localizar o veículo e esclarecer o ocorrido".
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