Política
Renan Calheiros diz que Senado vai acompanhar de perto fraudes do Banco Master
Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos afirma que não haverá blindagem e que o Congresso vai fiscalizar abusos do sistema financeiro
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) se pronunciou publicamente, nesta quinta-feira, sobre a investigação envolvendo o Banco Master, classificada por ele como uma das maiores fraudes da história recente do sistema financeiro. A manifestação foi feita por meio de publicação em suas redes sociais.
Segundo Renan, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, da qual é presidente, vai acompanhar de perto o caso.
“A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado vai acompanhar de perto as fraudes do Banco Master, uma das maiores da história”, escreveu o senador.
Na postagem, Renan reforçou que o Senado não pretende se omitir diante do episódio: “O Senado não se curva a abusos do sistema financeiro. Vamos fiscalizar, cobrar explicações e proteger a economia do país sem blindar quem quer que seja, esteja onde estiver.”
A declaração ocorre em meio à intensificação do debate nacional sobre a instalação de uma CPI do Banco Master, que pretende apurar supostos desvios de recursos públicos, especialmente envolvendo fundos de previdência de estados e municípios.
Impacto político em Alagoas
Nos bastidores políticos, o posicionamento de Renan é interpretado como um movimento que pode ter forte repercussão em Alagoas, especialmente em relação ao prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), adversário histórico do grupo liderado pelos Calheiros.
Isso porque o escândalo envolvendo o Instituto de Previdência de Maceió (Iprev), com prejuízo estimado em mais de R$ 117 milhões, figura entre os casos citados por parlamentares que defendem a CPI como exemplo da dimensão do problema.
Aliados políticos avaliam que, caso a CPI avance, o tema poderá se tornar um dos principais eixos do debate eleitoral de 2026 em Alagoas, atingindo diretamente a gestão municipal da capital. A leitura de bastidores é que a investigação parlamentar pode se transformar em um instrumento de forte pressão política no cenário estadual.

CPI à vista
Fontes do meio político apontam que a CPI do Banco Master pode se tornar um fator decisivo na correlação de forças entre grupos adversários no Estado. A avaliação é que o avanço das investigações tende a ampliar o desgaste político sobre gestores públicos envolvidos, direta ou indiretamente, em decisões relacionadas a fundos previdenciários.
Nesse contexto, interlocutores avaliam que a CPI poderia, inclusive, influenciar negociações políticas e rearranjos eleitorais, especialmente diante das pretensões eleitorais futuras de JHC.
Trata-se, no entanto, de uma análise de cenário, ainda condicionada ao avanço efetivo da comissão e ao alcance das investigações.
Fiscalização e expectativa de desdobramentos
A fala de Renan reforça o discurso de que o Senado pretende exercer protagonismo na fiscalização do sistema financeiro e na apuração de responsabilidades, sem distinção de cargos ou posições políticas.
A instalação da CPI, porém, ainda depende de trâmites regimentais e da coleta de assinaturas necessárias, sobretudo na Câmara dos Deputados, conforme já vêm defendendo parlamentares que lideram a mobilização.
A Tribuna do Sertão acompanha o tema e seguirá trazendo atualizações sobre os desdobramentos políticos, institucionais e os impactos diretos para Alagoas.
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