Poder e Governo
Planalto avalia que Tarcísio ainda pode entrar na disputa presidencial contra Lula
No entendimento do governo, Flávio é um adversário menos perigoso para 2026 em razão da alta rejeição
Apesar da pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira, apontar melhora no desempenho de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), integrantes do governo com assento no Palácio do Planalto avaliam que permanece aberta a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumir a candidatura presidencial em outubro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará a reeleição.
Segundo um auxiliar do presidente petista, as recentes movimentações de Tarcísio indicam que ele mantém vivo seu projeto nacional. Na terça-feira, o governador publicou nas redes sociais um vídeo gravado no ano passado, no qual faz críticas ao PT. Em resposta, sua esposa, Cristiane Freitas, comentou: "Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido" — mensagem que recebeu uma curtida de Tarcísio.
Uma ala do governo acredita que, diante do cenário atual, Jair Bolsonaro — que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília por tentativa de golpe de Estado em 2023 — dificilmente abrirá mão da liderança política da direita para apoiar Tarcísio. No entanto, mesmo esses auxiliares reconhecem que o quadro pode mudar até o início de abril, prazo final para a desincompatibilização do governador paulista.
A pesquisa Quaest mostra que Flávio Bolsonaro, apontado pelo pai como pré-candidato, avançou nas intenções de voto, variando entre 23% e 32% nos cenários de primeiro turno. Em dezembro, o senador registrava entre 21% e 27%. Na simulação de segundo turno contra Lula, Flávio perde por 45% a 38%; em dezembro, a vantagem do petista era de 46% a 36%.
Na avaliação do governo, Flávio é considerado um adversário menos perigoso que Tarcísio devido à sua alta rejeição. O levantamento da Quaest revelou que ambos têm desempenho semelhante no segundo turno: Tarcísio perde para Lula por 44% a 39%. A principal diferença está na rejeição: Tarcísio tem 43%, enquanto Flávio soma 55%, patamar semelhante ao de Lula, que aparece com 54%.
De acordo com um assessor presidencial, Tarcísio, por ter perfil mais moderado, teria maior capacidade de atrair o eleitorado de centro — grupo que, no primeiro turno de 2022, votou em Simone Tebet (MDB).
Nas projeções do Planalto, em um confronto com Flávio, esse eleitorado, ao rejeitar a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, poderia novamente optar por Lula, repetindo o cenário de 2022. Em disputas apertadas, esses votos podem ser decisivos. Lula venceu Bolsonaro no segundo turno por 50,9% a 49,1% dos votos válidos.
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