Poder e Governo

Lula reúne ministros, STF e PGR para articular combate ao crime organizado

Presidente defende ação integrada entre órgãos federais e reforça compromisso de Estado no enfrentamento ao crime.

Agência O Globo - 15/01/2026
Lula reúne ministros, STF e PGR para articular combate ao crime organizado
Lula reúne ministros, STF e PGR para articular combate ao crime organizado - Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, nesta quinta-feira, ministros e representantes do Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República (PGR), Polícia Federal (PF) e Banco Central para discutir uma ação coordenada de combate ao crime organizado.

— A decisão de Lula é elevar ao status de ação de Estado o combate ao crime organizado. Os órgãos estarão empenhados em desenvolver uma ação articulada para combater o crime organizado. Percebemos que as ações de governo, por mais competentes e determinadas que sejam, para que alcancem determinado grau de eficácia, precisam desses órgãos de Estado — afirmou o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, ao final do encontro.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou o compromisso conjunto no enfrentamento ao crime. — O enfrentamento da questão da descapitalização do crime organizado, com estratégia, inteligência e planejamento, é fundamental para que tenhamos resultados efetivos, destacou.

Wellington César Lima e Silva tomará posse oficialmente na tarde desta quinta-feira, no Palácio do Planalto, em cerimônia restrita no gabinete presidencial, com a presença do presidente Lula e do ex-ministro da pasta.

A ocasião também marcará o primeiro encontro entre Wellington e seu antecessor, Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na última sexta-feira. Desde então, o Ministério da Justiça vinha sendo comandado interinamente pelo secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto.

Nomeado por Lula na terça-feira, Wellington realiza seu segundo dia de transição à frente da pasta. O novo ministro tem recebido informações detalhadas sobre as atribuições do ministério, considerado um dos mais estratégicos do governo federal.

Durante o período de transição, Wellington tem contado apenas com um assessor e ainda não definiu os nomes que irão compor sua equipe. Os atuais secretários do Ministério da Justiça também não foram convidados para conversas, e aliados afirmam que mudanças devem ocorrer após a posse.

Na quarta-feira, Wellington participou da primeira reunião de transição com Manoel Carlos, onde recebeu relatórios diagnósticos de cada secretaria do ministério: Justiça (Senajus), Consumidor (Senacon), Políticas sobre Drogas (Senad), Segurança Pública (Senasp), Políticas Penais (Senappen), Assuntos Legislativos (SAL), Acesso à Justiça (Saju) e Direitos Digitais (Sedigi).

O novo ministro também teve acesso a informações estratégicas da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Nacional, além de um panorama sobre os quatro principais fundos da pasta: Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN), Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD) e Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD).

O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, tem apoiado Wellington neste início de gestão. Os dois mantêm relação próxima e Messias foi um dos defensores da indicação de Wellington para o Ministério da Justiça.