Cidades

População reprova vereadores que abrem mão da independência para indicar secretários

Enquete realizada no Instagram da Tribuna do Sertão revela rejeição de 86% dos internautas à prática de parlamentares que deixam a função legislativa para ocupar cargos no Executivo municipal

Redação 03/04/2025
População reprova vereadores que abrem mão da independência para indicar secretários

Uma enquete promovida pelo perfil oficial da Tribuna do Sertão no Instagram reacendeu o debate sobre a independência entre os Poderes em Palmeira dos Índios. A pergunta foi direta: "Vereadores que trocam a independência por secretarias merecem o apoio do povo?". O resultado, colhido ao longo de 24 horas, expôs de forma contundente a opinião dos internautas: 86% responderam “não”, enquanto apenas 14% acreditam que sim.

A enquete mobilizou centenas de seguidores do perfil da Tribuna do Sertão e trouxe à tona uma questão sensível nos bastidores da política local: o crescente número de vereadores que deixam o mandato legislativo – eleito democraticamente – para assumir cargos de confiança no Poder Executivo, especialmente secretarias municipais.




A prática, embora legal, é frequentemente criticada por representar uma renúncia à função de fiscalização e independência do Legislativo, pilares essenciais para a democracia e para o equilíbrio entre os poderes. Quando um vereador assume uma secretaria, abre mão da representatividade direta que recebeu nas urnas, além de comprometer a sua imparcialidade para fiscalizar o governo ao qual passa a servir.

A resposta da população, medida pela enquete, revela uma insatisfação crescente com esse tipo de articulação política, que muitos consideram um gesto de subserviência e conveniência pessoal. Nas ruas, nas redes sociais e nos bastidores, o sentimento é claro: o povo quer vereadores atuantes, independentes e comprometidos com os interesses públicos, e não agentes do Executivo travestidos de parlamentares.

Em tempos de pré-campanha, o recado parece ainda mais forte. A população está atenta, e os políticos que cogitam abandonar seus mandatos em troca de cargos comissionados devem refletir sobre o peso dessa decisão aos olhos dos eleitores.