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Economia de baixo carbono reúne ambientalistas, economistas e empresários no Rio
Empresários, pesquisadores e ambientalistas estão reunidos esta semana no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para discutir oportunidades da economia de baixo carbono. O encontro ocorre hoje (1º) e amanhã (2). Nesta quarta-feira, serão discutidos temas que também envolvem os desafios do Brasil para cumprir o acordo internacional assinado em Paris no ano passado, com objetivo de reduzir as emissões globais de gases e frear o aquecimento global. A programação completa está disponível no site www.museudoamanha.org.br.
O seminário é uma iniciativa do movimento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, do Museu do Amanhã e da União Internacional Conservação da Natureza. Um dos fundadores da coalizão e presidente do Conselho Diretor da organização não governamental WWF no Brasil, o ambientalista Roberto Waack, destacou que o Brasil tem potencial para se beneficiar de uma economia que emita quantidades menores de gás carbônico.
“Talvez seja um dos países em que essa oportunidade se consolide de maneira mais clara. Mas, a gente precisa ter alguns elementos de política industrial, alguns elementos de conscientização para que isso seja efetivamente implementado”, defendeu ele, que afirma que essa conscientização é um dos objetivos do seminário.
Entre as intenções da coalizão está destacar a necessidade de aumentar a fiscalização na exploração de recursos florestais na Amazônia, pois o desmatamento está entre as principais causas de emissão de gases no mundo. “A economia da floresta tropical hoje é essencialmente informal e ilegal”, disse Waack. “Em metade do território brasileiro, a gente não tem uma economia formal que tenha um rebatimento na sociedade local, na conservação. A economia informal, da forma como está estruturada, é extremamente predatória. Ela não tem responsabilidade com o patrimônio social e natural. Ela usufrui, preda, comercializa e muda pra outro lugar. E a gente perde como país.”
O combate a essa estrutura, analisa o ambientalista, passa por mais investimento em rastreabilidade dos produtos originários dessas regiões. “Não há nenhuma dúvida de que o papel do governo é central, e não é só o federal, mas, especialmente, estadual”. As mudanças necessárias, defende ele, passam por garantir maior transparência dos dados ambientais, e também maior capacidade da sociedade se apropriar desses dados, para que possa mudar hábitos de consumo e decidir sobre modos de produção que sejam mais benéficos natural e socialmente.
Amanhã, o seminário deve contar com a participação do ministro do meio ambiente, Sarney Filho. Além disso, economistas da Fundação Getulio Vargas devem apresentar estudos sobre o caminho do Brasil para cumprir metas do Acordo de Paris.
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