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YouTube permite que responsáveis limitem tempo de crianças e adolescentes em vídeos curtos
Atualização traz bloqueio do Shorts, ajustes no algoritmo e mudanças em contas supervisionadas
O YouTube anunciou um novo recurso que possibilita aos responsáveis limitar o tempo que crianças e adolescentes passam assistindo aos Shorts — vídeos curtos exibidos na plataforma.
A atualização das ferramentas de controle parental permite definir limites diários de uso, que variam de duas horas até zero minuto, ou até mesmo bloquear completamente o acesso ao recurso, conforme informou a empresa.
A iniciativa surge em resposta à crescente preocupação de famílias, especialistas e legisladores quanto aos impactos da exposição prolongada ao conteúdo digital sobre a saúde mental e o desenvolvimento de menores de idade.
Segundo o YouTube, os responsáveis poderão ajustar os limites conforme a rotina dos filhos, restringindo, por exemplo, o uso durante o período de estudos e flexibilizando em situações específicas, como viagens longas.
Mudanças no algoritmo e nas contas supervisionadas
Além do controle de tempo, os pais terão acesso a opções personalizadas de lembretes para pausas e horário de dormir — recursos que já existiam de forma automática para usuários menores de 18 anos. O Google, empresa controladora da plataforma, também anunciou um processo mais simples para a criação e o gerenciamento de contas supervisionadas, facilitando a transição entre perfis infantis e adultos em dispositivos compartilhados.
O YouTube informou ainda que fará ajustes no algoritmo de recomendação para adolescentes. A prioridade passará a ser conteúdos que estimulem curiosidade, inspiração, desenvolvimento de habilidades e experiências, além de informações consideradas confiáveis e voltadas ao bem-estar.
A plataforma destacou que essas mudanças visam evitar que jovens entrem em ciclos de vídeos potencialmente prejudiciais, como aqueles que idealizam padrões corporais ou apresentam riscos à saúde mental.
Uso de inteligência artificial
As atualizações acontecem após o anúncio do uso de inteligência artificial para estimar a idade real dos usuários. De acordo com o YouTube, adolescentes identificados pelo sistema passam automaticamente a ter configurações mais restritivas, independentemente da data de nascimento informada no cadastro. Outras plataformas digitais, como Instagram, ChatGPT e Character.AI, também implementaram recentemente mecanismos adicionais de controle parental.
Apesar dos avanços, as políticas do Google têm sido alvo de críticas. Uma publicação viral destacou alertas indicando que crianças poderiam remover controles parentais ao completar 13 anos, sem autorização dos adultos. Melissa McKay, presidente do Digital Childhood Institute, afirmou que a empresa estaria assumindo uma autoridade indevida.
Em resposta, Kate Charlet, diretora sênior de Privacidade, Segurança e Proteção do Google, informou que a política foi revisada e agora exige aprovação dos pais para a revogação desses controles, garantindo que as proteções permaneçam ativas enquanto a família avalia o próximo passo.
Para o YouTube, as mudanças representam mais um avanço da indústria de tecnologia na ampliação da proteção e transparência no uso de plataformas digitais por crianças e adolescentes, em um contexto de maior cobrança por responsabilidade das empresas do setor.
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