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Parede romana de 2.000 anos é descoberta em pedreira suíça e pode indicar vila ou templo da época de César

Estrutura de pedra encontrada perto de Cham-Oberwil revela complexo romano raro e bem preservado, com objetos do cotidiano e moedas antigas.

15/01/2026
Parede romana de 2.000 anos é descoberta em pedreira suíça e pode indicar vila ou templo da época de César
Fragmento da parede romana revela traçado de antigo complexo em pedreira de Cham-Oberwil, Suíça. - Foto: © Foto / Escritório para a Preservação de Monumentos e Arqueologia do Cantão de Zug/David Jecker

Uma parede de pedra construída há cerca de 2.000 anos foi descoberta em uma pedreira de cascalho na Suíça, surpreendendo arqueólogos e especialistas. A estrutura, localizada próxima a Cham-Oberwil, é considerada uma "sensação arqueológica" por revelar novas informações sobre a presença e as técnicas construtivas romanas em territórios tão ao norte quanto a Suíça, segundo o portal Popular Mechanics.

A parede, enterrada a pouca profundidade e com mais de 500 metros quadrados, faz parte de um antigo complexo de edifícios que possuía várias salas, conforme apontam os pesquisadores. A descoberta é considerada rara: "Edifícios romanos de dimensões semelhantes não eram escavados na área há quase 100 anos", destaca a publicação.

Vista de um fragmento das paredes expostas, que permite distinguir a planta do espaço.
Vista de um fragmento das paredes expostas, que permite distinguir a planta do espaço.

Os vestígios da muralha estão notavelmente bem preservados, incluindo uma fundação com numerosos pregos de ferro, o que sugere que parte da construção era feita em madeira.

Ainda não se sabe ao certo qual era a função do complexo, mas há indícios de que poderia se tratar de uma grande vila ou até mesmo de um templo romano.

A região onde a estrutura foi encontrada possui uma longa história de ocupação, abrigando desde assentamentos da Idade do Bronze Média, túmulos da Idade do Bronze Tardia até moedas celtas.

Entre os artefatos romanos encontrados no local estão objetos de uso cotidiano, louças exclusivas, vasos de vidro artísticos, fragmentos de ânforas de mercadorias mediterrâneas como vinho e azeite, além de peças de joalheria em ouro e moedas de bronze, incluindo um denário de Júlio César do século I a.C.

As escavações continuam e os arqueólogos acreditam que novas descobertas poderão trazer informações valiosas sobre a vida romana na Suíça Central pré-alpina.

Por Sputnik Brasil