Geral
Bessent afirma que indicado de Trump ao Fed terá 'credibilidade' e descarta influência política
Secretário do Tesouro dos EUA evita comentar sobre Powell e investigações, mas cobra mais transparência do banco central
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o nome a ser indicado pelo presidente Donald Trump para o comando do Federal Reserve (Fed) terá credibilidade e atuará de forma independente, rejeitando a ideia de que o escolhido seria apenas um "peão" do governo no banco central. "Isso não seria bom", destacou Bessent em entrevista à Fox Business na noite desta sexta-feira (16).
Bessent evitou comentar as especulações de mercado sobre o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, ser o favorito ao cargo. "Veremos se Warsh é o favorito. A decisão é do presidente Trump, que tem sido muito cuidadoso em suas ponderações", afirmou.
O secretário reiterou que, independentemente do nome escolhido, o banco central americano manterá sua reputação, credibilidade e o foco no cumprimento do duplo mandato: garantir o pleno emprego e a estabilidade de preços nos Estados Unidos. Ele também demonstrou confiança de que a indicação de Trump será aprovada "rapidamente" pelo Congresso.
Questionado sobre a situação do atual presidente do Fed, Jerome Powell, Bessent negou que Powell precise deixar imediatamente sua posição no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) ao encerrar o mandato em maio deste ano. Segundo ele, a decisão caberá somente a Powell.
O secretário do Tesouro também se absteve de comentar sobre as investigações em andamento contra Powell, relacionadas à reforma da sede do banco central. Bessent limitou-se a dizer que, se os promotores obtiverem as respostas necessárias, o governo está disposto a deixar a questão de lado. "As investigações sobre o Fed devem correr na Justiça, as decisões cabem a eles", declarou.
No entanto, Bessent ressaltou que discorda do atual nível de transparência das políticas do Fed, incluindo os processos de investigação interna. "Há muitas deficiências no Fed. Vimos uma dirigente se demitir e só meses depois divulgaram o motivo: problemas de ética. Precisamos de maior transparência, isso deve ser ajustado", defendeu.
Bessent afirmou ainda que sempre recomendou ao Fed a condução de investigações internas mais rigorosas e criticou o banco central por "imprimir dinheiro" sem prestar contas. "Eles apenas imprimem US$ 700 milhões e, mesmo que se torne um bilhão extra, continuam imprimindo", criticou.
"Não entendo muito de construções, mas aparentemente o Fed também não", ironizou, acrescentando que a reputação do banco central deveria ser "irretocável".
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