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Petróleo fecha em alta impulsionado por tensões no Oriente Médio

Cotações sobem após perdas recentes, com volatilidade diante de riscos geopolíticos e perspectiva de oferta global elevada

16/01/2026
Petróleo fecha em alta impulsionado por tensões no Oriente Médio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O petróleo encerrou a sexta-feira, 16, em alta, impulsionado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e por um movimento de recuperação após perdas recentes. O mercado reagiu a notícias envolvendo EUA e Irã, além de avaliar riscos de oferta no curto prazo, em um ambiente ainda marcado por cautela diante da perspectiva de excesso de produção global.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para fevereiro registrou alta de 0,42% (US$ 0,25), fechando a US$ 59,44 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 0,58% (US$ 0,37), chegando a US$ 64,13 o barril. Na semana, os contratos acumularam ganhos de 0,54% e 1,25%, respectivamente.

A BOK Financial observa que o petróleo tenta manter uma estrutura técnica mais construtiva após oscilar em uma ampla faixa de preços na última semana. Segundo a instituição, a falta de avanços nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia e a expectativa de novas sanções contra o Irã oferecem algum suporte às cotações, mesmo com sinais de arrefecimento temporário dos riscos geopolíticos. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que respeita o cancelamento das execuções de manifestantes que estavam programadas para quinta-feira no Irã.

Enquanto isso, a Phillip Nova destaca que o sentimento segue como principal motor do mercado, com manchetes sobre tensões no Irã e riscos de oferta na Venezuela provocando reações rápidas, porém de curta duração. De acordo com a corretora, sanções e notícias geopolíticas têm gerado volatilidade pontual, sem indicar, por ora, um aperto real nos fluxos físicos de petróleo.

Uma reportagem da E&E News/Politico apontou ainda que o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, vê o aumento da produção na Venezuela como um fator de pressão baixista sobre os preços, reforçando a percepção de oferta mais folgada no médio prazo.

A Fitch Ratings avalia que o mercado global de petróleo deve permanecer superofertado em 2026, limitando o prêmio de risco geopolítico mesmo diante de maior volatilidade. Segundo a agência, eventuais interrupções no Irã ou aumentos pontuais da produção venezuelana tendem a ser absorvidos pelo excesso de oferta, enquanto a estratégia futura da Opep entre volume e preço será decisiva para a dinâmica do mercado.

Com informações da Dow Jones Newswires