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Argentina registra segundo ano seguido de superávit fiscal e supera meta do FMI

País encerra 2025 com saldo positivo nas contas públicas e avança no compromisso com o Fundo Monetário Internacional.

16/01/2026
Argentina registra segundo ano seguido de superávit fiscal e supera meta do FMI
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, anunciou que o país registrou, pelo segundo ano consecutivo, superávit fiscal primário e financeiro. Segundo ele, a Argentina fechou 2025 com superávit primário de 11,77 trilhões de pesos e superávit financeiro de 1,45 trilhão de pesos, equivalentes a cerca de 1,4% e 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), respectivamente.

Em publicação na rede social X, Caputo destacou que, apesar do resultado positivo no acumulado do ano, dezembro apresentou déficit, em linha com a sazonalidade dos gastos públicos.

No último mês de 2025, o setor público nacional registrou déficit primário de 2,88 trilhões de pesos e déficit financeiro de 3,29 trilhões de pesos, conforme informou o ministro.

Caputo ressaltou que esta é a primeira vez desde 2008 que a Argentina alcança dois anos seguidos de superávit financeiro em base caixa, resultado obtido mesmo com o pagamento integral dos serviços da dívida pública.

O ministro também afirmou que o gasto primário em 2025 foi 27% menor, em termos reais, do que em 2023, com a preservação e ampliação de programas sociais voltados aos setores mais vulneráveis. Os gastos com o Auxílio Universal por Filho e o Cartão Alimentar cresceram 43% em termos reais entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025.

O resultado divulgado por Caputo supera ainda a meta nominal acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) após a primeira revisão do programa. Segundo os parâmetros definidos pelo FMI em julho, a Argentina deveria alcançar cerca de 10,4 trilhões de pesos de superávit primário, objetivo superado em aproximadamente 1,3 trilhão de pesos.

Em termos de PIB, a meta indicativa era de 1,6%, ligeiramente acima do resultado informado por Caputo. No entanto, de acordo com o jornal Ámbito Financiero, a avaliação predominante é de que o compromisso deve ser considerado cumprido na próxima revisão, prevista para fevereiro.