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Hospital da Cidade se torna referência em imunização ao proteger bebês nas primeiras horas de vida

Vacinação imediata, cuidado humanizado e atuação contínua fazem do HC uma referência na proteção de recém-nascidos

16/01/2026
Hospital da Cidade se torna referência em imunização ao proteger bebês nas primeiras horas de vida
Profissional de enfermagem do Hospital da Cidade realiza busca ativa para garantir que todos os bebês elegíveis iniciem o esquema vacinal. - Foto: David Silas/ Ascom Maceió Saúde

Logo nas primeiras horas de vida, quando o mundo ainda é novidade e os cuidados são essenciais, o Hospital da Cidade (HC), em Maceió, atua para garantir proteção e segurança aos recém-nascidos. A unidade realiza as primeiras imunizações obrigatórias, Hepatite B e BCG, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto, período considerado ideal para fortalecer o organismo do bebê.

O diferencial do HC está na forma ativa e contínua com que o serviço é ofertado. O hospital conta com um profissional exclusivo para a imunização neonatal, responsável por realizar uma busca ativa diária para identificar os recém-nascidos elegíveis. Essa organização garante que nenhum bebê deixe a maternidade sem iniciar seu esquema vacinal, reforçando a proteção individual e coletiva.

Segundo o enfermeiro da Imunização, Willians Cardoso das Neves, a vacinação imediata é decisiva, especialmente porque o sistema imunológico do recém-nascido é mais vulnerável. “O benefício da vacinação imediata é evitar que a criança adquira doenças por contato externo e favorecer a recuperação da mãe, que não precisará se deslocar até um posto de saúde logo após o parto. Isso reduz riscos de infecção respiratória ou por contato em ambientes com grande circulação de pessoas”, explicou.

Willians Cardoso das Neves, enferemeiro do Setor de Imunização do HC. Foto: David Silas/ Ascom Maceió Saúde
Willians Cardoso das Neves, enferemeiro do Setor de Imunização do HC. Foto: David Silas/ Ascom Maceió Saúde

O cuidado, no entanto, vai além da aplicação da vacina. A equipe do Hospital da Cidade aposta na humanização e no acolhimento da família desde o primeiro momento. “Nós envolvemos o pai ou acompanhante no processo. Eu os convido para auxiliar, estimulando o acolhimento e a participação nesses primeiros momentos, por meio do som da voz e do carinho, para que essa responsabilidade não recaia apenas sobre a mãe”, contou o enfermeiro.

Como parte desse compromisso educativo, as famílias recebem um card digital com orientações sobre a importância das primeiras vacinas, o teste do pezinho, a técnica de mamanalgesia, que associa a amamentação ao momento da vacinação para reduzir o desconforto do bebê, e a continuidade do calendário vacinal. “Após a pandemia, houve uma redução drástica na cobertura vacinal no Brasil. Hoje, encontramos crianças de dois anos que ainda estão completando o ciclo que deveria ter sido encerrado aos dois meses. Por isso, reforçamos que o cuidado não para aqui”, alertou o profissional. 

O Hospital da Cidade é a primeira maternidade a oferecer esse serviço de forma contínua ao longo da semana. Em outras instituições, o comum é ter apenas um dia fixo para a vacinação.

A atuação do hospital também se estende às crianças internadas na pediatria. O serviço de Imunização de Internos realiza a conferência do cartão vacinal, alinha as necessidades com o pediatra responsável e aplica, no próprio hospital, as doses em atraso. “Conseguimos rastrear inclusive vacinas que não fazem parte do calendário de rotina. Se uma criança chega à UTI Pediátrica com vacinas atrasadas, nós realizamos a imunização no local”, destacou Willians.

Para a enfermeira supervisora de Imunização, Controle de Infecção e Epidemiologia, Laís Brito de Oliveira Salcedo, manter uma sala de vacina em ambiente hospitalar é uma escolha estratégica. “Ter uma sala de vacina não é uma obrigatoriedade para hospitais, mas sim uma boa prática, já que o PNI preconiza a vacinação de todos os recém-nascidos. Como somos um hospital municipal, essa parceria com a Secretaria Municipal de Saúde faz todo o sentido para elevar o número de bebês protegidos e fortalecer a linha de cuidado materno-infantil”, disse.

Laís Brito de Oliveira Salcedo, supervisora de Imunização, Controle de Infecção e Epidemiologia do HC. Foto: David Silas/ Ascom Maceió Saúde
Laís Brito de Oliveira Salcedo, supervisora de Imunização, Controle de Infecção e Epidemiologia do HC. Foto: David Silas/ Ascom Maceió Saúde

Laís reforçou que o serviço representa um avanço para a rede de saúde da capital. “O HC é um hospital de média e alta complexidade, não uma Unidade Básica de Saúde. Por isso, oferecer esse serviço de forma ativa é um grande diferencial. Assumimos uma função que seria da atenção primária, fortalecendo a rede de saúde de Maceió como um todo”, complementou. 

A diretora-geral do Hospital da Cidade, dra. Célia Fernandes, ressaltou que a imunização imediata reflete a filosofia assistencial da unidade. “Cuidar do recém-nascido desde as primeiras horas de vida é uma forma concreta de salvar vidas e prevenir agravos futuros. Nosso compromisso é oferecer uma assistência completa, segura e humanizada, integrando tecnologia, protocolos e sensibilidade no cuidado com as famílias”, frisou.

A diretora-presidente do Maceió Saúde, organização social responsável pela gestão do hospital, Camila Porciúncula, enfatizou que a iniciativa está alinhada às boas práticas de governança e eficiência na saúde pública. “O Hospital da Cidade é um exemplo de como a gestão qualificada pode impactar diretamente a vida das pessoas. Investir em imunização é investir em prevenção, em redução de custos futuros e, principalmente, em qualidade de vida para a população de Maceió”, pontuou.

Administrado pelo Maceió Saúde, entidade sem fins lucrativos voltada à modernização da gestão das unidades municipais, o Hospital da Cidade tem se consolidado como referência em assistência ao integrar inovação, cuidado e responsabilidade social.