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Lula afirma que Brasil não se limitará à exportação de commodities no acordo Mercosul-UE

Presidente destaca intenção de ampliar produção industrial e fortalecer parcerias estratégicas com a União Europeia.

16/01/2026
Lula afirma que Brasil não se limitará à exportação de commodities no acordo Mercosul-UE
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (16) que o Brasil não se restringirá ao papel de exportador de commodities no acordo de Parceria Mercosul-União Europeia. “Não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de commodities. Queremos produzir e vender bens industriais de maior valor agregado. O acordo prevê dispositivos que incentivam empresas europeias a ampliarem seus investimentos”, disse Lula em seu pronunciamento.

O acordo estabelece a criação da maior zona de livre comércio do planeta, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores e eliminando tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

Lula ressaltou que o aumento do comércio e dos investimentos representa “novos empregos e oportunidades dos dois lados do Atlântico”.

“Já somos grandes provedores de produtos agropecuários para a União Europeia. Nossa parceria vai contemplar cadeias de valor estratégicas para a transição energética e transição digital”, afirmou o presidente, após encontro com Ursula von der Leyen no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, na véspera da assinatura do acordo, marcada para sábado (17), no Paraguai.

Valores e respeito à democracia

Em seu pronunciamento sobre os próximos passos do acordo, Lula destacou que a aliança é positiva para o fortalecimento da democracia global. “A União Europeia e o Mercosul compartilham valores como o respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. O acordo que será assinado amanhã em Assunção, no Paraguai, é bom para o Brasil, é bom para o Mercosul, é bom para a Europa. E é bom, e muito bom, sobretudo para o mundo democrático e para o multilateralismo”, declarou.

A expectativa do Palácio do Planalto é que o acordo, negociado desde 1999 entre Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, seja ratificado ainda no primeiro semestre.

Além da dimensão econômica

Lula enfatizou que concluir as negociações era uma de suas prioridades no terceiro mandato e que o acordo vai além dos aspectos econômicos. “A União Europeia e o Mercosul compartilham valores como o respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. Mais diálogo político e mais cooperação vão garantir padrões elevados de respeito aos direitos trabalhistas e à defesa do meio ambiente”, afirmou.

O presidente também destacou que, em seu atual governo, foram concluídos três importantes acordos comerciais para o Mercosul: com a União Europeia, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e com Singapura.

“Continuaremos trabalhando para abrir mais mercados e para construir novas parcerias no mundo todo, em particular com Canadá, México, Vietnã, Japão e China”, concluiu Lula.