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Maioria das bolsas europeias fecha em baixa, pressionadas por tensão sobre Groenlândia e Fed
Mercados europeus recuam diante de incertezas quanto à possível aquisição da Groenlândia pelos EUA e indefinições sobre o comando do Fed, apesar de ganhos pontuais em setores de defesa.
As bolsas da Europa encerraram a sexta-feira, 16, predominantemente em queda, refletindo a cautela dos investidores diante das recentes ameaças dos Estados Unidos de uma possível aquisição da Groenlândia, território dinamarquês. Apesar das tensões, os papéis do setor de defesa encontraram algum suporte. O mercado também manteve atenção aos desdobramentos sobre a independência do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,04%, fechando aos 10.235,29 pontos, mas acumulou alta de cerca de 1% na semana, após renovar máxima histórica. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,30%, a 25.276,28 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 0,65%, encerrando em 8.258,94 pontos. Lisboa foi exceção, com o PSI 20 avançando 0,43%, a 8.639,05 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,18%, a 17.674,40 pontos. Já em Milão, o FTSE MIB teve queda de 0,11%, fechando em 45.799,69 pontos. As cotações são preliminares.
Pela manhã, o enviado norte-americano para a Groenlândia, Jeff Landry, afirmou que estão ocorrendo "discussões sérias" sobre um possível acordo envolvendo a ilha, acrescentando que o presidente dos EUA, Donald Trump, pretende reforçar a Doutrina Monroe na região. Segundo análise da gestora Bernstein, essas ambições podem gerar novas encomendas para fabricantes europeus de armamentos.
Com isso, as ações da britânica BAE Systems subiram 1,62%, enquanto as francesas Dassault Aviation e Thales avançaram 1,88% e 2,31%, respectivamente. A italiana Leonardo também registrou alta de 1,48%, posicionando-se melhor para captar possíveis demandas de países europeus da Otan e da própria Dinamarca.
No setor de tecnologia, papéis de semicondutores como as holandesas ASML e ASM International mantiveram o viés positivo, impulsionadas pelos resultados da TSMC, e subiram 1,46% e 1,27%, respectivamente.
Entre os bancos, o Keefe, Bruyette & Woods avaliou que os resultados de instituições americanas sinalizam boas perspectivas para seus pares europeus, com destaque para UBS e Barclays. Apesar disso, as ações do banco suíço recuaram, enquanto as do britânico fecharam em alta próxima de 0,7%.
No radar político, Donald Trump declarou à tarde que "talvez não queira" a saída de Kevin Hassett da Casa Branca, ao comentar a busca por um substituto para Jerome Powell na presidência do Fed. Embora não tenha descartado totalmente a ideia, a fala do presidente foi suficiente para impulsionar as apostas no ex-diretor do BC, Kevin Warsh, o que impactou os mercados tanto nos EUA quanto na Europa.
Com informações da Dow Jones Newswires.
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