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Trump investiu US$ 51 mi em títulos de Netflix, Boeing, GM, CoreWeave e United Rentals
Relatório oficial detalha aquisições milionárias do ex-presidente dos EUA em empresas sensíveis à agenda regulatória e reacende debate sobre conflitos de interesse.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, investiu ao menos US$ 51 milhões no final de 2025 em títulos de grandes empresas como Netflix, CoreWeave, General Motors, Boeing, Occidental Petroleum e United Rentals, além de bônus municipais. As informações constam em relatório oficial entregue ao Escritório de Ética do Governo dos EUA em 14 de janeiro.
O documento, denominado Relatório Periódico de Transações, é obrigatório para presidentes e altos funcionários públicos norte-americanos, visando dar transparência às operações financeiras e permitir a fiscalização de possíveis conflitos de interesse. O relatório detalha 189 compras e duas vendas realizadas entre 14 de novembro e 29 de dezembro. Os valores são informados em faixas, conforme exige a legislação, o que impede calcular o montante exato investido em cada empresa, mas confirma exposições financeiras relevantes a companhias sensíveis à agenda regulatória do governo. As duas vendas totalizaram pelo menos US$ 1,3 milhão, e o documento também registra correções em quatro operações anteriores.
Além dos títulos corporativos, Trump ampliou sua carteira com uma variedade de títulos municipais emitidos por estados, cidades, distritos escolares, hospitais e serviços públicos. O relatório foi aprovado por um responsável de ética da Casa Branca no dia seguinte ao protocolo.
No caso dos títulos de empresas, o relatório aponta que as aquisições de papéis de Netflix, CoreWeave, General Motors, Boeing, Occidental Petroleum e United Rentals ocorreram em faixas que, em geral, variam entre US$ 100 mil e US$ 500 mil por transação. Algumas operações atingiram intervalos mais elevados, de até US$ 1 milhão a US$ 5 milhões, dependendo do emissor e do lote adquirido.
A divulgação do relatório reacende questionamentos sobre potenciais conflitos de interesse. Trump não transferiu seus ativos para um blind trust com gestor independente, ao contrário de antecessores, e seu conglomerado empresarial permanece sob administração familiar, atuando em setores que frequentemente se cruzam com decisões de política pública.
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