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Bolsas europeias operam sem direção única; setor de defesa se destaca com tensões na Groenlândia

Enquanto Londres avança, outras praças registram perdas; empresas de defesa sobem após protestos russos sobre a presença da Otan no Ártico.

Patricia Lara 16/01/2026
Bolsas europeias operam sem direção única; setor de defesa se destaca com tensões na Groenlândia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas europeias iniciaram o dia em direções divergentes nesta terça-feira (16), com Londres em alta, contrastando com as quedas registradas nas demais principais praças do continente. O setor de defesa se destacou em meio à intensificação de tensões geopolíticas envolvendo a Groenlândia.

Por volta das 7h41 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,03%, aos 614,38 pontos. A Bolsa de Londres subia 0,13%, enquanto Paris caía 0,39% e Frankfurt registrava baixa de 0,10%. Em Milão, a queda era de 0,21% e, em Lisboa, de 0,09%. Madri também operava em baixa de 0,10%.

A Rússia protestou contra o envio de tropas da Otan à Groenlândia, classificando a presença reforçada como parte de uma "militarização acelerada" do Ártico. Em comunicado, a embaixada russa na Bélgica, sede da organização, afirmou que a ilha está sendo utilizada como pretexto em ações contra Moscou e Pequim.

No setor de defesa, destaque para a alemã Rheinmetall, que avançava 0,76% em Frankfurt, e para a italiana Leonardo, com alta de 2,2% em Milão.

Entre outros destaques, a Siemens Energy subia 3,3% e a RWE AG avançava 0,45% na bolsa alemã. Em contrapartida, as ações da Porsche Automobil recuavam 2% após divulgação de queda de 10% nas entregas de veículos em 2025, reflexo da redução da demanda por produtos de luxo na China e da interrupção na produção dos modelos 718 Boxster e 718 Cayman ao longo do ano.

Em Londres, as ações da Schroders estendiam os ganhos, subindo 1,92%. BAE Systems e Rolls Royce também avançavam, com altas de 1,9% e 1,3%, respectivamente. Por outro lado, mineradoras e empresas ligadas a commodities operavam em baixa, acompanhando a desvalorização da prata, ouro e metais industriais: Antofagasta caía 2,4%, Glencore perdia 1,9% e Anglo American recuava 1,78%.

Na bolsa de Amsterdã, a ASML subia 0,4%, impulsionada pelo forte desempenho recente da gigante asiática TSMC.

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