Geral
Tribunal alemão mantém sob custódia suspeito de ataque ao Nord Stream
Corte rejeita apelação da defesa de ucraniano acusado de sabotagem a gasoduto estratégico europeu.
O Supremo Tribunal da Alemanha decidiu manter preso Sergei Kuznetsov, cidadão ucraniano suspeito de envolvimento no atentado ao gasoduto Nord Stream em 2022. A decisão, anunciada nesta quinta-feira (15), indica que há indícios de que o ataque teria sido ordenado por um Estado estrangeiro.
Segundo comunicado oficial, a corte rejeitou as objeções apresentadas pela defesa de Kuznetsov ao mandado de prisão, considerando-as improcedentes diante da suspeita de participação no ataque ao Nord Stream 2. O tribunal também destacou o "risco de fuga" como motivo para a manutenção da prisão preventiva.
Kuznetsov, ex-oficial das forças armadas ucranianas, foi detido na Itália em agosto de 2025 e posteriormente extraditado para a Alemanha. De acordo com o Supremo Tribunal, é altamente provável que ele tenha coordenado a sabotagem ao gasoduto sob ordens de um Estado estrangeiro.
"O acusado, que era oficial de uma unidade de forças especiais das Forças Armadas da Ucrânia, tinha a missão de coordenar as ações e liderar o grupo. É altamente provável que ele e outros indivíduos envolvidos tenham agido em nome de um Estado estrangeiro", afirma o documento.
A Procuradoria-Geral da Alemanha ressaltou o papel estratégico dos gasodutos Nord Stream no abastecimento energético do país.
"Antes do atentado, o gasoduto Nord Stream 1 transportava aproximadamente metade da demanda anual de gás natural da Alemanha para geração de energia. Portanto, esses gasodutos eram cruciais para o abastecimento energético público da Alemanha."
O ataque ocorreu em 26 de setembro de 2022, quando três dos quatro dutos dos gasodutos Nord Stream e Nord Stream 2 foram explodidos no Mar Báltico, a uma profundidade de 80 metros, causando quatro grandes vazamentos de gás.
O Ministério Público alemão aponta Kuznetsov como coordenador do grupo responsável pela colocação dos explosivos. Em setembro, o tribunal de Bolonha (Itália) autorizou sua extradição às autoridades alemãs.
A Rússia, por sua vez, contesta a hipótese de envolvimento exclusivo da Ucrânia nas explosões e atribui responsabilidade direta aos Estados Unidos e seus aliados, incluindo o Reino Unido.
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