Geral

Petróleo cai mais de 4% com alívio nas tensões geopolíticas

Avanço em negociações entre EUA, Irã e outros países reduz pressão sobre preços do barril, que recuam após cinco altas seguidas.

15/01/2026
Petróleo cai mais de 4% com alívio nas tensões geopolíticas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O preço do petróleo encerrou esta quinta-feira, 15, com forte queda, acima de 4%, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de valorização. O movimento reflete o arrefecimento das tensões geopolíticas, especialmente no Irã, à medida que as negociações avançam e diminuem o risco de conflito.

O barril do petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), recuou 4,56% (US$ 2,83), fechando a US$ 59,19. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 4,14% (US$ 2,76), encerrando o dia a US$ 63,76.

Segundo relatos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou ao Irã que não pretende atacar o país, pedindo moderação ao governo iraniano, conforme informou um representante do Irã no Paquistão. Paralelamente, o jornal The New York Times revelou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou pessoalmente a Trump o adiamento de uma possível ofensiva militar.

Analistas apontam que essas declarações contribuíram para a redução do prêmio de risco que havia impulsionado os preços nos últimos dias. Na quarta-feira, o Brent chegou a atingir US$ 66,82, o maior valor desde setembro. “Passamos de uma alta probabilidade de Trump atacar o Irã para uma baixa probabilidade, e isso é a principal fonte da pressão sobre os preços hoje”, avaliou Phil Flynn, analista do Price Futures Group.

Também na quarta-feira, Trump manteve contato telefônico com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em meio às negociações entre os dois países, mesmo com a continuidade das apreensões de cargas de petróleo venezuelano no Caribe pelos EUA.

Além disso, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira que seu governo e a Arábia Saudita seguem cooperando de maneira estreita no âmbito da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), contribuindo para a estabilidade do mercado internacional de petróleo.