Finanças

Caso Master: ministro Dias Toffoli indica peritos da PF para analisar provas de operação

Ministro do STF determina análise das provas com apoio da Procuradoria-Geral da República

Agência O Globo - 16/01/2026
Caso Master: ministro Dias Toffoli indica peritos da PF para analisar provas de operação
Caso Master: ministro Dias Toffoli indica peritos da PF para analisar provas de operação - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou nesta quinta-feira (15) quatro peritos da Polícia Federal (PF) que terão acesso às provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A análise será realizada com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pelo material.

Inicialmente, Toffoli havia determinado que os itens apreendidos permanecessem lacrados e sob custódia do STF. Posteriormente, autorizou a PGR a realizar a extração e o exame dos dados e documentos.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) manifestou preocupação com a decisão do ministro e alertou para "riscos operacionais e técnicos" que podem comprometer "vestígios relevantes" para a investigação.

Também nesta quinta, Toffoli proferiu nova decisão, indicando os quatro peritos que participarão da análise. "Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais", determinou o ministro.

Decisão partiu do próprio ministro

A decisão de Toffoli em relação à PGR não atendeu a um pedido expresso do órgão, mas resultou de entendimento próprio do ministro. Segundo interlocutores das investigações, a PGR havia solicitado apenas vista do material, e não a custódia do acervo.

Diante da solicitação, Toffoli entendeu que seria mais adequado manter o acervo sob tutela do Ministério Público.

A segunda fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada na quarta-feira, por determinação do ministro. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi alvo de mandado de busca e apreensão. Vorcaro já havia sido preso na primeira fase, em novembro, mas foi posteriormente solto.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele tem "colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes" e garantiu que "todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência".