Finanças

Caso Master foi tema central de reunião entre Lula, STF, BC, PF e Receita, afirma ministro

Presidente reuniu ministros, integrantes do Supremo Tribunal Federal e outras autoridades para discutir estratégias de enfrentamento ao crime

Agência O Globo - 15/01/2026
Caso Master foi tema central de reunião entre Lula, STF, BC, PF e Receita, afirma ministro
Lula - Foto: Reprodução

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a investigação de fraude envolvendo o Banco Master foi o "eixo" da reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e representantes do Supremo Tribunal Federal, Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e Banco Central. O encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira, no Palácio do Planalto.

— O tema foi tratado como eixo — declarou Lima e Silva ao ser questionado por jornalistas, sem entrar em detalhes.

Outro participante da reunião confirmou informalmente ao jornal O Globo que o Banco Master foi um dos principais assuntos discutidos. O caso tem gerado preocupação no presidente Lula, que já havia manifestado apreensão a interlocutores nas últimas semanas. No Supremo Tribunal Federal, o tema vem sendo tratado com cautela.

Antes de ser questionado sobre o Banco Master, Lima e Silva explicou que o encontro foi uma iniciativa de Lula para liderar uma ação conjunta de combate ao crime organizado.

— A decisão do presidente Lula é elevar ao status de ação de Estado o enfrentamento ao crime organizado. Os órgãos estarão empenhados em desenvolver uma atuação articulada. Percebemos que as ações de governo, por mais competentes e determinadas que sejam, para alcançar maior eficácia, precisam do envolvimento desses órgãos de Estado — afirmou o ministro da Justiça ao final da reunião.

Além do presidente Lula, participaram do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues; o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan; o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.