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Chitas mumificadas em cavernas da Arábia Saudita revelam populações extintas de animais

Restos preservados por até 1.800 anos ajudam a entender a presença histórica dos guepardos na região

16/01/2026
Chitas mumificadas em cavernas da Arábia Saudita revelam populações extintas de animais
Múmias de chitas revelam presença histórica de guepardos extintos na Arábia Saudita. - Foto: © Foto / Ahmed Boug/Communications Earth and Environment

Restos mumificados de chitas foram encontrados em cavernas no norte da Arábia Saudita, revelando populações extintas desses felinos na região. As múmias, datadas entre 130 e mais de 1.800 anos, foram descobertas por cientistas em um sítio arqueológico próximo à cidade de Arar.

Ao todo, os pesquisadores localizaram sete múmias e ossos de 54 chitas. A mumificação, fenômeno que impede a decomposição e preserva cadáveres, costuma ocorrer em ambientes de gelo glacial, areias desérticas ou lama de pântanos.

No caso dos felinos encontrados — também conhecidos como guepardos —, as condições secas e a temperatura estável das cavernas podem ter favorecido o processo de mumificação, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (15) na revista científica Communications Earth and Environment.

A quantidade significativa de múmias surpreendeu os cientistas, que sugerem que as cavernas funcionavam como refúgio para fêmeas darem à luz e criarem seus filhotes.

O estudo, coordenado pelo Centro Nacional de Vida Selvagem da Arábia Saudita, destaca que encontrar vestígios tão bem preservados de guepardos nesta região é algo "completamente inédito".

Os guepardos mumificados, com olhos opacos e membros atrofiados, semelhantes a conchas ressecadas, tiveram seus genes analisados e apresentaram grande semelhança com os guepardos modernos da Ásia e do noroeste da África.

Segundo os pesquisadores, essas informações genéticas podem contribuir para futuros projetos de reintrodução da espécie em áreas onde ela já não existe.

Esses felinos já habitaram grande parte da África e partes da Ásia, mas atualmente ocupam apenas 9% de sua distribuição histórica. Não há registros da espécie na Península Arábica há várias décadas, conforme aponta o estudo.

Por Sputnik Brasil