Alagoas

Convulsões em Alagoas: Samu registra aumento de 7,7% nos atendimentos

Número de casos atendidos pelo Samu sobe de 1.816 para 1.956 em um ano, com destaque para Maceió e Arapiraca

Arnaldo Santtos / Ascom Samu 16/01/2026
Convulsões em Alagoas: Samu registra aumento de 7,7% nos atendimentos
Atendimentos a convulsões pelo Samu aumentam 7,7% em Alagoas entre 2024 e 2025. - Foto: ilustração

Os atendimentos a casos de convulsão pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) em Alagoas cresceram 7,7% entre 2024 e 2025. Em 2024, foram registrados 1.816 chamados relacionados ao quadro, enquanto em 2025 esse número subiu para 1.956 — sendo 1.368 atendimentos pela Central de Maceió e 588 pela Central de Arapiraca.

A convulsão é caracterizada por uma descarga elétrica anormal no cérebro, provocando contrações musculares involuntárias, tremores, rigidez, movimentos repetitivos, perda ou alteração da consciência, olhar fixo, desorientação, salivação excessiva, lábios azulados e, em alguns casos, liberação involuntária dos esfíncteres.

Após a crise, é comum o paciente apresentar confusão mental, cansaço, dor de cabeça e, por vezes, amnésia do episódio. Apesar de assustador, o quadro tem tratamento e, com acompanhamento médico adequado, é possível levar uma vida plena e produtiva.

“A convulsão não é sinônimo de incapacidade. É um sintoma que precisa ser investigado para identificar sua causa — que pode variar desde epilepsia e infecções até febre alta ou lesões cerebrais”, explica o coordenador geral do Samu de Alagoas, médico Mac Douglas de Oliveira Lima.

Segundo Mac Douglas, o Samu está preparado para atuar com agilidade e segurança nesses casos. “Contamos com equipes de motolância, Unidades de Suporte Básico (USB) e, quando necessário, Unidades de Suporte Avançado (USA-UTI Móvel), com profissionais treinados para estabilizar o paciente no local e encaminhá-lo à unidade de saúde mais adequada”, destaca.

O médico ressalta ainda a importância da colaboração da população antes da chegada do socorro. “É fundamental proteger a pessoa de ferimentos, deitá-la em local seguro, virá-la de lado — posição lateral de segurança — e nunca colocar nada na boca ou tentar segurá-la durante os movimentos”, orienta.

Também é essencial observar a duração e as características da crise para informar a equipe da Central de Regulação das Urgências (CRU), auxiliando no envio do atendimento mais apropriado.

A busca por ajuda imediata ao Samu (ligando 192) é fundamental em situações como a primeira convulsão, crises que duram mais de cinco minutos, ausência de recuperação da consciência, dificuldade respiratória ou ocorrência de novas crises antes da recuperação total.

Investigar

“Investigar a causa da convulsão é o primeiro passo para garantir qualidade de vida ao paciente. Com diagnóstico correto e tratamento contínuo, muitas pessoas conseguem controlar o quadro e viver normalmente”, afirma Mac Douglas.

Ele destaca que o Samu não apenas salva vidas no momento agudo, mas também contribui para o encaminhamento do paciente à unidade de saúde adequada, quando necessário.

Primeiros socorros

Diante do aumento nos registros, autoridades de saúde reforçam a necessidade de conscientização sobre primeiros socorros e da importância do acompanhamento neurológico para pessoas acometidas por convulsões.

A convulsão, embora grave em certos contextos, pode ser bem administrada com o devido cuidado e acompanhamento médico.