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'Assimilar derrotas e aprender com elas não é fácil', afirma o deputado federal Chico Alencar

Parlamentar é um dos políticos tradicionais da bancada federal do Rio que não foram reeleitos

Agência O Globo - 05/10/2026
'Assimilar derrotas e aprender com elas não é fácil', afirma o deputado federal Chico Alencar
Chico Alencar (Psol-RJ) - Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Dos 46 deputados da bancada federal do Rio, apenas 21, ou 45,7%, foram reeleitos. Ficaram de fora políticos tradicionais. Entre eles, Tarcício Motta (69.407 votos) e Chico Alencar (40.233), ambos do PSOL, que não tomam posse em 1º de fevereiro. Os dois ficaram como 1º e 2º suplentes, respectivamente. Também não foram reeleitos Hugo Leal (PSD), Júlio Lopes (Progressistas) e Rosângela Gomes (Republicanos).

Em seu perfil no Instagram, Chico Alencar, que está no seu sexto mandato na Câmara Federal, publicou que “assimilar derrotas e aprender com elas não é fácil”, e agradeceu pelos votos que obteve. Ao GLOBO, fez uma avaliação do perfil da futura bancada federal do Rio:

— Haverá a predominância da direita extrema e da direita. Será uma bancada com perfil conservador e fisiológico. O desastre, a debacle de Cláudio Castro não afetou a eleição. É uma tristeza. O Rio de Janeiro não assimilou a crise profunda que atingiu o quadro político dominante no Rio e vai continuar sendo. O eleitorado parece que não leva em consideração valores éticos e representação autêntica, transparente e honesta. Não tem peso vínculos com (Daniel) Vorcaro (ex-presidente do Banco Master), dinheiro vivo encontrado em casa e relação com milícias.

Tarcísio Motta está no primeiro mandato como deputado federal, mas já tinha sido eleito duas vezes vereador do Rio. Júlio Lopes, que está no quinto mandato como deputado federal, ficou como 1º suplente do Progressistas. Também no quinto mandato na Câmara Federal, Hugo Leal é outro que ficou como 1º suplente de seu partido (PSD). Mesma condição de Rosângela Gomes, que está em seu terceiro mandato.