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Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs

Drone flagrou momento em que Alexandro dos Santos Ezequiel, o Pitico, foi baleado e deixado para trás por cúmplices

Agência O Globo - 16/09/2026
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Apontado como integrante da "Equipe Caos" — responsável por ataques contra rivais e disputas territoriais — do Comando Vermelho (CV) que age no Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio, Alexandro dos Santos Ezequiel, o Pitico, de 23 anos, morreu após trocar tiros com policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda), nesta terça-feira. Ele chegou a ser levado para o Hospital estadual Carlos Chagas, mas chegou sem vida à unidade. Contra Pitico havia um mandado de prisão em aberto por uma condenação a uma pena de quatro anos por associação para o tráfico.

A PM foi ao Morro do Fubá após receber informações de que criminosos estariam reunidos no local para se organizar e invadir uma comunidade rival. Quando as equipes chegaram, foram recebidas a tiros pelos traficantes e reagiram. Após os disparos cessarem, os agentes encontraram Pitico ferido. Ao lado dele, segundo os policiais, foi encontrada uma mochila onde havia cinco carregadores de fuzil e munição.

De acordo com informações de inteligência do batalhão de Rocha Miranda, Pitico era apontado como um dos "homens de guerra" do Morro do Fubá. Ele também seria responsável por um ataque contra um capitão do 9º BPM.

Imagens feitas por um drone mostram o momento em que o acusado foi baleado. Ele estava com pelo menos três cúmplices e portava um fuzil. No vídeo, é possível ver o momento em que Pitico cai após ser atingido. Ele estende uma das mãos para outro criminoso, que pega o fuzil que estava com Alexandro e foge para uma região de mata.

A ocorrência foi registrada na 28ª DP (Campinho), para onde foi levado o armamento apreendido.

De acordo com a polícia, os "homens de guerra" que compõem a "Equipe Caos" do CV obedecem ordens dadas por integrantes da cúpula da facção, entre eles Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Carlos da Costa Neves, o Gardenal. Investigações revelaram que, quando conseguem tomar uma comunidade, eles ficam responsáveis pelo controle da região e recebem autorização para controlar algumas bocas de fumo.

Em suas ações, os integrantes da "Equipe Caos" costumam usar fardas camufladas. Um inquérito da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) revelou que os "homens de guerra" têm perfil violento e fazem levantamentos para conhecer a região em disputa. Em alguns casos, eles têm treinamento militar e podem ser recrutados de outras facções criminosas.

Em geral, de acordo com a polícia, a "Equipe Caos" atua para expandir os territórios do CV para as zonas Oeste e Sudoeste do Rio, além da Baixada Fluminense.