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Mulheres no poder na Alerj: quem são Índia Armelau, Renata Souza e Dani Balbi, as três deputadas estaduais mais votadas do Rio
Profissional de Educação Física, jornalista e professora tiveram, respectivamente, 248.504, 176.871 e 169.474 votos
Índia Armelau (PL), de 39 anos, foi a deputada estadual mais votada no estado do Rio: obteve 248.504 votos contra os 57.582 da eleição passada, em 2022. Renata Souza (Psol), com 176.871 votos, e Dani Balbi (PCdoB), com 169.474 votos, foram terceiro e quarto lugares. Apesar de o número de mulheres eleitas para a Assembleia Legislativa do Rio ser o mesmo do último pleito, 16, elas ocuparam três das quatro primeiras posições entre os candidatos mais votados. O segundo lugar ficou com um homem, Marcio Canella (União), que recebeu 197.178 votos.
Além de representarem suas respectivas causas, as candidatas mais votadas também desempenham um papel importante na eleição proporcional: podem funcionar como puxadoras de votos de suas legendas. Na disputa pela Assembleia Legislativa, a distribuição das cadeiras leva em conta a votação obtida pelos partidos e federações e o desempenho individual dos candidatos. É diferente do sistema majoritário, adotado nas eleições para presidente, governador e senador, em que é eleito o candidato que obtém a maior votação.
As trajetórias políticas das três deputadas mais votadas também refletem diferentes campos ideológicos. A comunicóloga Renata Souza (Psol) e a professora Dani Balbi (PCdoB), ambas doutoras, têm atuação ligada a pautas progressistas. Já Índia Armelau (PL), ex-nadadora e profissional de Educação Física, se declara conservadora. Além delas, outras 13 mulheres foram eleitas para a próxima legislatura da Alerj, que começa em 2027: Elika Takimoto (PT), Dra. Gabriela (PL), Verônica Lima (PT), Fernanda Neves (PDT), Marina do MST (PT), Dani Monteiro (PSOL), Tia Ju (Republicanos), Luciana Boiteux (PSOL), Giselle Monteiro (PL), Ana Paula Mendes (PSD), Zeidan (PT), Carla Machado (PSD) e Joyce Trindade (PSD).
Reflexos na Alerj
Nos últimos dois anos, a Assembleia ampliou iniciativas voltadas à participação feminina na política. Em 2024, foi instalada, por exemplo, a Procuradoria Especial da Mulher, com o objetivo de promover a defesa dos direitos das mulheres vítimas de violência, assim como garantir a plena participação e representação de mulheres nos espaços de poder e decisão.
Renata Souza vai para o seu terceiro mandato. Em julho deste ano, Renata Souza batalhou pela permanência no cargo de presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, após o candidato a governador do Rio Douglas Ruas (PL), então presidente da Alerj, tê-la afastado numa reorganização de forças políticas. Renata foi a deputada estadual mais votada da esquerda em todo o Rio em 2018 e foi chefe de gabinete de Marielle Franco, vereadora assassinada em março daquele ano.
Souza é Doutora em Comunicação e Cultura, cresceu no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, e tem causas voltadas para a defesa dos direitos das pessoas pretas, das mulheres e de grupos vulneráveis. A mareense é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Dani, também Doutora pela UFRJ, vai para o seu segundo mandato. Eleita para a Alerj em 2022, teve um mandato de destaque na defesa dos trabalhadores e da população LGBTQIA+. Foi atuante, por exemplo, sua participação em articulações para as . Como deputada estadual, presidiu a Comissão de Trabalho e foi vice-presidenta da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Já Índia Armelau (PL), nome político de Amanda Armelau, é ex-nadadora e profissional de Educação Física. Com a vitória deste domingo, ela irá para o seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em seu perfil oficial no site da Alerj, a parlamentar se define como "defensora da família e dos direitos das pessoas com deficiência". Ela também tem projetos com foco em esporte e segurança pública.
Sua primeira legislatura, em 2022, foi marcada por um projeto que estabelecia a obrigatoriedade de instalação de banheiros e vestiários neutros em espaços públicos e privados destinados ao uso coletivo. O texto determinava que esses espaços contassem com ambientes universais voltados a pessoas trans não redesignadas e pessoas não binárias.
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