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Quem é Índia Armelau, a deputada estadual mais votada do Rio

Sua origem é no esporte, tendo sido nadadora profissional. Neste domingo, ela obteve 248.504 votos.

Agência O Globo - 05/10/2026
Quem é Índia Armelau, a deputada estadual mais votada do Rio
Quem é Índia Armelau, a deputada estadual mais votada do Rio - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Armanda Brandão Armelau é o nome de batismo de Índia Armelau (PL), a deputada estadual mais votada do Rio nas eleições deste ano, aos 39 anos. Com a vitória, ela parte para o seu segundo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Neste domingo, a candidata à reeleição no legislativo fluminense obteve 248.504 votos contra os 57.582 da eleição passada, em 2022.

A deputada reeleita nasceu em Manaus, no Amazonas, e é ex-nadadora profissional. Sua trajetória como atleta começou na infância, aos 9 anos. Aos 13, ao participar da competição Travessia do Negro, foi descoberta pelo ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, que a trouxe para o Rio.

Ela encerrou a carreira de atleta em 2008, aos 20 anos, após conquistar diversos títulos em competições. Após isso, entrou para a faculdade e formou-se em Educação Física em 2011. O nome político, ela explica em seu perfil no site da Alerj, remete à sua origem familiar e características físicas.

Em seu perfil oficial no site da Alerj, a parlamentar se define como defensora da família e dos direitos das pessoas com deficiência, além de trabalhar pelo fomento do esporte e pela melhoria na segurança pública. Ela declara ser contra a ideologia de gênero nas escolas, a censura e as cotas raciais.

Seu primeiro mandato foi marcado por um projeto polêmico que estabelecia a obrigatoriedade de instalação de banheiros e vestiários neutros em espaços públicos e privados destinados ao uso coletivo. O texto determinava que esses ambientes contassem com espaços universais voltados a pessoas trans não redesignadas e pessoas não binárias.

Durante a votação, deputados da oposição criticaram o projeto, afirmando que a medida representava um “retrocesso”, ao segregá-las em vez de ampliar a inclusão. A autora do projeto defendia que sua proposta buscava garantir a privacidade desse público e também proteger as mulheres nos banheiros convencionais.

É de sua autoria também a Lei 10.260/2023, que criou um programa estadual de defesa pessoal para mulheres vítimas ou ameaçadas de violência doméstica. Ela também é responsável pela lei que incluiu policiais penais no Segurança Presente, em parceria com Pedro Brazão, e pelo Programa Prajás, de assistência jurídica gratuita a agentes de segurança pública, proposto com Rodrigo Amorim.

A deputada estadual foi alvo, no ano passado, de uma investigação pelo Ministério Público por suspeita de rachadinha. Na ocasião, a parlamentar negou as acusações, classificando-as como mentirosas e afirmando que adotaria medidas judiciais.