RJ em Foco
Quem é Índia Armelau, a deputada estadual mais votada do Rio
Sua origem é no esporte, tendo sido nadadora profissional. Neste domingo, ela obteve 248.504 votos.
Armanda Brandão Armelau é o nome de batismo de Índia Armelau (PL), a deputada estadual mais votada do Rio nas eleições deste ano, aos 39 anos. Com a vitória, ela parte para o seu segundo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Neste domingo, a candidata à reeleição no legislativo fluminense obteve 248.504 votos contra os 57.582 da eleição passada, em 2022.
A deputada reeleita nasceu em Manaus, no Amazonas, e é ex-nadadora profissional. Sua trajetória como atleta começou na infância, aos 9 anos. Aos 13, ao participar da competição Travessia do Negro, foi descoberta pelo ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, que a trouxe para o Rio.
Ela encerrou a carreira de atleta em 2008, aos 20 anos, após conquistar diversos títulos em competições. Após isso, entrou para a faculdade e formou-se em Educação Física em 2011. O nome político, ela explica em seu perfil no site da Alerj, remete à sua origem familiar e características físicas.
Em seu perfil oficial no site da Alerj, a parlamentar se define como defensora da família e dos direitos das pessoas com deficiência, além de trabalhar pelo fomento do esporte e pela melhoria na segurança pública. Ela declara ser contra a ideologia de gênero nas escolas, a censura e as cotas raciais.
Seu primeiro mandato foi marcado por um projeto polêmico que estabelecia a obrigatoriedade de instalação de banheiros e vestiários neutros em espaços públicos e privados destinados ao uso coletivo. O texto determinava que esses ambientes contassem com espaços universais voltados a pessoas trans não redesignadas e pessoas não binárias.
Durante a votação, deputados da oposição criticaram o projeto, afirmando que a medida representava um “retrocesso”, ao segregá-las em vez de ampliar a inclusão. A autora do projeto defendia que sua proposta buscava garantir a privacidade desse público e também proteger as mulheres nos banheiros convencionais.
É de sua autoria também a Lei 10.260/2023, que criou um programa estadual de defesa pessoal para mulheres vítimas ou ameaçadas de violência doméstica. Ela também é responsável pela lei que incluiu policiais penais no Segurança Presente, em parceria com Pedro Brazão, e pelo Programa Prajás, de assistência jurídica gratuita a agentes de segurança pública, proposto com Rodrigo Amorim.
A deputada estadual foi alvo, no ano passado, de uma investigação pelo Ministério Público por suspeita de rachadinha. Na ocasião, a parlamentar negou as acusações, classificando-as como mentirosas e afirmando que adotaria medidas judiciais.
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2POLÍTICA
Lista dos deputados federais eleitos no Rio de Janeiro (RJ)
-
3RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
4POLÍTICA
Memes não se tornam votos: Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil têm pouco mais de 20 mil e não se elegem
-
5SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs