RJ em Foco
Estacionamentos rotativos do Rio terão pagamento digital a partir de agosto
Sistema será operado por meio do Jaé, que aceitará Pix, cartão e créditos no aplicativo
A Prefeitura do Rio anunciou nesta sexta-feira a substituição do atual modelo de estacionamento rotativo por um sistema totalmente digital, que promete mais controle e transparência. A iniciativa, chamada Rio Rotativo Digital, entrará em operação em agosto, após etapas de credenciamento, treinamento e testes coordenados pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR).
Atualmente, o município conta com cerca de 37 mil vagas cadastradas. Os motoristas ainda dependem da compra de talões de papel, muitas vezes intermediados por guardadores informais, enquanto a fiscalização é feita pela Guarda Municipal. O novo sistema eliminará esse formato, considerado vulnerável a irregularidades, como extorsões.
— O objetivo central é facilitar a diferenciação do guardado daquele que está extorquindo a população. Cobrou o cidadão no local identificado como Rio Rotativo? Cometeu crime de extorsão e será preso em flagrante. O crime que tentar explorar ficará inibido. Cabe à polícia investiga grupos que agem como crime organizado. O uso do talão pelo criminoso acabou. Isso vai melhorar a vida do cidadão e do trabalhador sério — afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.
Como vai funcionar
No novo sistema digital, o motorista que estacionar em uma vaga sinalizada acessará o aplicativo Jaé e selecionará a opção de rotativo. A localização será identificada automaticamente via GPS. Em seguida, basta informar a placa do veículo e definir o tempo de permanência. O pagamento poderá ser feito com créditos no aplicativo, Pix ou cartão de crédito.
O projeto não prevê aumento na tarifa atual de R$ 2 por duas horas — com possibilidade de renovação até o limite de seis horas. O Jaé será responsável por processar os pagamentos, validar o tempo de permanência, cruzar dados das placas e identificar irregularidades, além de enviar notificações aos usuários.
A fiscalização também será modernizada. Em vez dos agentes tradicionais, o novo modelo contará com “agentes de verificação” credenciados por associações. Eles utilizarão um aplicativo específico para verificar, por meio de fotos, se o pagamento foi realizado. Cada verificação válida renderá R$ 1 ao agente.
O cronograma prevê início do credenciamento dos agentes em junho, seguido pelo treinamento em julho. No mesmo período, a SMTR realizará testes de plataforma antes do início oficial da operação.
A prefeitura destaca que o modelo segue tendências de outras capitais, como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, que já utilizam sistemas digitais para a gestão de vagas públicas, com diferentes formatos de cobrança, fiscalização e prorrogação de tempo.
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