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Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master

Deputado do PT afirma que presidente do Banco Central agiu para proteger Campos Neto e cobra investigação rigorosa sobre fraudes no Master.

13/04/2026
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master
Lindbergh Farias - Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou, nesta segunda-feira (13), que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, demonstrou corporativismo ao declarar que não há indícios de culpa do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, nas fraudes envolvendo o Banco Master.

"Eu acho que essa postura do Galípolo joga luz sobre todo o Banco Central", declarou Lindbergh, ex-líder do PT na Câmara, em entrevista à Globonews. "A Polícia Federal tem de investigar tudo, quem está protegendo quem, como é, o que foi feito. Eu acho que só tem esse caminho."

As declarações reforçam a insatisfação do PT e do governo federal com a atuação de Galípolo. Na última quarta-feira (8), o presidente do BC afirmou que nenhuma auditoria ou sindicância aponta culpa de Campos Neto, contrariando a estratégia do Planalto de responsabilizar o ex-presidente do Banco Central e o governo Jair Bolsonaro pelo caso.

Lindbergh ressaltou que as falas de Galípolo repercutiram negativamente e desanimaram integrantes do governo. Segundo o deputado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a divulgação dos nomes dos responsáveis pelas fraudes no Banco Master.

'Grande blindagem' sobre Campos Neto

O parlamentar também afirmou que houve uma "grande blindagem" em torno de Campos Neto. No fim de 2019, início da gestão de Campos Neto, o Banco Central autorizou a compra do antigo Banco Máxima, depois rebatizado de Master, por Daniel Vorcaro. A operação havia sido rejeitada meses antes, durante a gestão anterior de Ilan Goldfajn.

Lindbergh acrescentou que Campos Neto chegou a encaminhar os nomes de Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana — servidores do BC acusados de favorecer o Master — para a diretoria de Fiscalização. O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, optou por nomear Ailton Aquino para chefiar a diretoria.