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Governo do estado ocupará imóveis públicos ociosos com projetos culturais gratuitos

Estreia da política pública será marcada pela inauguração da nova sede do projeto 'No Palco da Vida', em Bonsucesso

Agência O Globo - 15/01/2026
Governo do estado ocupará imóveis públicos ociosos com projetos culturais gratuitos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Governo do Estado lança, no próximo sábado, o CEP da Cultura, programa que visa ampliar o acesso de iniciativas socioculturais a imóveis públicos atualmente ociosos. A estreia do programa será marcada pela inauguração da nova sede do projeto “No Palco da Vida”, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Com a mudança, o projeto deixa o bairro de Olaria e passa a ocupar um espaço cedido pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) na Avenida Guilherme Maxwell. Fundado em 2016, o “No Palco da Vida” é uma escola de teatro dedicada ao desenvolvimento de crianças, jovens, adultos e pessoas com necessidades especiais, atendendo comunidades do Olaria, Complexo do Alemão e regiões adjacentes.

“O CEP da Cultura é uma política pública que dá novo significado aos imóveis do Estado, transformando espaços antes ociosos em centros vivos de criação, cidadania e inclusão social”, declarou o governador Cláudio Castro.

A iniciativa é baseada no Marco Regulatório de Fomento do Governo Federal, que prevê a ocupação cultural de imóveis públicos. O dispositivo desburocratiza a cessão gratuita desses espaços, desde que haja contrapartida social, ou seja, a oferta de serviços à comunidade. A parceria entre a SececRJ e o “No Palco da Vida” será a primeira no Brasil a utilizar esse mecanismo de fomento.

“O CEP da Cultura nasce como uma política pública estruturante, que transforma imóveis públicos em espaços vivos de criação, formação e acesso à cultura. E poder dar esse primeiro passo com o projeto 'No Palco da Vida' mostra o nosso compromisso com iniciativas que promovem inclusão e transformação dentro dos territórios”, destaca Danielle Barros, secretária estadual de Cultura e Economia Criativa.

A nova sede amplia a capacidade do projeto, passando de um para três andares, com mais salas de atendimento, localização mais acessível e inserção em uma região que antes não contava com um equipamento cultural gratuito de grande porte. O contrato tem validade de cinco anos, com possibilidade de renovação por igual período.