RJ em Foco
Subprefeito denuncia tentativa de afogamento durante ação contra escolas ilegais de stand-up paddle em Copacabana
Bernardo Rubião gravou vídeo no Instagram na tarde desta quarta-feira (14) em frente à 12ª DP (Copacabana)
O subprefeito da Zona Sul, Bernardo Rubião, relatou ter sido vítima de agressões e até de uma tentativa de afogamento por parte do dono de uma escola de stand-up paddle em Copacabana, durante uma fiscalização realizada nesta quarta-feira (14).
— Tudo aconteceu hoje. Às 3h da manhã, fomos com a equipe de fiscalização para o Posto 5, onde são alugadas as pranchas. Há um histórico de escolas clandestinas que colocam pranchas em excesso na água, o que pode causar acidentes. Durante a fiscalização, identificamos seis escolas clandestinas atuando. Cerca de 60 pranchas foram apreendidas. A última escola foi a responsável por todo esse problema. É a mesma que, anteriormente, colocou 200 pranchas no Leme e protagonizou aquela cena absurda das pessoas sendo levadas pela ventania para as pedras. Hoje, fui agredido por funcionários dessa empresa, que tentaram me afogar para impedir a apreensão. Dei voz de prisão e eles foram encaminhados à delegacia — afirmou Rubião ao GLOBO, informando que registrou ocorrência na 12ª DP (Copacabana).
Por telefone, o subprefeito detalhou que entrou no mar após cerca de cinco ou seis instrutores fugirem com as pranchas. Além do dono da tenda de stand-up paddle, outras pessoas também foram denunciadas. A investigação está sob responsabilidade da delegacia de Copacabana.
— A pessoa que fez isso está sem alvará. Ele já estava com o alvará cassado por descumprir normas da prefeitura.
Relembre
Em 2025, a prefeitura do Rio chegou a proibir, durante um fim de semana, a prática de stand-up paddle nas praias cariocas. Dias depois, houve recuo e, em nova decisão, o esporte foi autorizado novamente. No "X", após a suspensão determinada por Eduardo Cavaliere e confirmada ao GLOBO por e-mail, Eduardo Paes (PSD), que estava no exterior, informou que cassaria o alvará da empresa responsável por permitir que mais de cem pessoas entrassem no mar do Leme para praticar o esporte horas após o anúncio de uma frente fria.
O episódio deixou mais de 70 pessoas à deriva após serem arrastadas por uma ventania na região. Dez meses antes, outros cem banhistas que contrataram a mesma empresa passaram por situação semelhante. A Secretaria Municipal de Esportes está elaborando uma regulamentação para o setor, que deve ser publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (24).
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