Política
PF aguarda aval do STF para apurar ofensiva digital ligada ao caso Banco Master
Inquérito deve investigar suspeita de ação coordenada de influenciadores contra Banco Central e outros órgãos após liquidação da instituição financeira
A Polícia Federal aguarda, desde a última terça-feira (13), uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para instaurar formalmente um inquérito que apura a suspeita de uma ação coordenada de influenciadores digitais contra órgãos públicos envolvidos no caso do Banco Master. A investigação busca esclarecer a possível prática de crimes relacionados à disseminação de ataques e conteúdos direcionados a autoridades e instituições responsáveis pela fiscalização e pela posterior liquidação da instituição financeira.
De acordo com investigadores, os indícios que motivaram a apuração surgiram após o Banco Central iniciar a análise da operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Ainda segundo a Polícia Federal, a ofensiva nas redes sociais teria se intensificado no momento em que as investigações avançaram e resultaram na decretação da liquidação extrajudicial do banco, no fim do ano passado.
Para a PF, há sinais de que influenciadores digitais passaram a promover ataques sistemáticos ao Banco Central e a outros órgãos de controle, com o objetivo de questionar a legalidade e a legitimidade das medidas adotadas pelos reguladores. A estratégia, conforme a linha investigativa, teria buscado criar desconfiança na opinião pública sobre a atuação do Estado no caso.
A principal hipótese considerada é a de que esses influenciadores teriam sido contratados para atuar em defesa dos interesses do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, difundindo uma narrativa contrária às decisões dos órgãos fiscalizadores. As informações foram divulgadas pelo jornalista Fabio Serapião, em reportagem publicada no portal UOL.
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer irregularidade. Os advogados afirmaram que o empresário “não tem qualquer relação com a contratação ou difusão de fake news, tampouco com campanhas digitais de difamação contra autoridade pública”. O caso segue sob análise do STF, que deverá decidir sobre a abertura formal do inquérito.
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