Poder e Governo
Procedimentos realizados em Lula não devem impactar agenda de campanha, afirma equipe médica do Sírio-Libanês
Presidente retirou lesão de pele na cabeça e fez infiltração no punho direito; recuperação deve ser rápida
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi atendido na manhã desta sexta-feira (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e deve receber alta até o meio-dia. Segundo a equipe médica, os procedimentos realizados transcorreram sem intercorrências e não devem afetar o ritmo da campanha presidencial.
"O procedimento ocorreu sem intercorrência nenhuma. Ele deverá permanecer mais algumas horas no hospital e deve ir para casa hoje", afirmou o cardiologista Roberto Kalil Filho, chefe da equipe médica do presidente.
Lula passou pela retirada de uma lesão de pele e fez uma biópsia, cujo resultado deve sair nos próximos dias. De acordo com a equipe médica, a intervenção foi feita por precaução.
A lesão tratada é um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de tumor de pele, geralmente localizado e com baixo risco de se espalhar para outras partes do corpo.
Apesar do procedimento, a expectativa é de recuperação rápida. A previsão é que o presidente retome suas atividades em cerca de dois dias.
"A resposta é não. Ele vai voltar à atividade normal daqui uns dois dias, por coerência. Tem uma agenda na segunda no interior de SP que ele já queria ir. Por coerência, espera-se um pouquinho, tem uma ferida na pele. Mas, de novo, o importante é se vai atrapalhar o dia a dia da campanha. A resposta é não, o máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu", disse Kalil.
Acompanhado pela primeira-dama Janja, Lula deu entrada às 7h10 desta sexta-feira no hospital para realizar dois procedimentos médicos.
Entenda o que é queratose e tendinite
Um dos procedimentos foi a cauterização para retirada de uma queratose no couro cabeludo – acúmulo de pele na camada superficial, com aparência áspera ou descamativa. Dependendo do tipo, a consulta pode exigir acompanhamento médico e costuma ser removido em consultório. Em fevereiro, o presidente já havia passado por procedimento semelhante.
Kalil descartou relação entre o acúmulo de pele e a queda sofrida por Lula no Palácio da Alvorada, em outubro de 2024. Na ocasião, Lula caiu ao cortar as unhas dos pés, bateu a cabeça, levou cinco pontos e, dois meses depois, precisou drenar um hematoma no crânio. Em ambas as situações, também foi atendido no Sírio-Libanês.
"Não tem nada a ver com a queda. Isso é lesão de pele e sempre chama a atenção, porque a população tem que usar filtro solar, tem esses cuidados com a pele. Então, isso é muito comum, essas lesões de pele são as causas mais comuns que tem no mundo", explicou Kalil.
Lula também passou por infiltração no punho direito para tratamento de tendinite no questionário. O presidente vinha relatando dores na região. A tendinite é uma inflamação do tendão, estrutura que conecta o músculo ao osso. A infiltração consiste na aplicação de medicamentos anti-inflamatórios, como corticoides, diretamente na área afetada, e é indicada quando a fisioterapia não apresenta resultados esmagadores.
Após os procedimentos, Lula deverá passar o fim de semana em repouso em sua residência, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A participação do presidente no encerramento do Congresso do PT, em Brasília, no domingo (26), ainda não está confirmada.
Na segunda-feira (27), Lula tem agendas previstas no interior paulista. Ele irá a Presidente Prudente para inauguração do novo centro de radioterapia do hospital regional e, em seguida, a Andradina, para cerimônia de entregas para a agricultura familiar e apresentação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Produção de Leite.
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2CULTURA
Marcello Novaes participa de show da banda dos filhos Diogo e Pedro
-
3FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão
-
4TECNOLOGIA & MÍDIA
GloboPop é novo aplicativo de vídeos verticais para novelinhas e criadores de conteúdo
-
5POLÍTICA E ECONOMIA
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master