Internacional
EUA negam vistos a autoridades palestinas para Assembleia Geral da ONU em setembro

O Departamento de Estado dos EUA anunciou nesta sexta-feira (29) que vai revogar e negar vistos a membros da Autoridade Palestina e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) que planejavam viajar a Nova York para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro.
"É de nosso interesse de segurança nacional responsabilizar a OLP e a Autoridade Palestina por não cumprirem seus compromissos e por minarem as perspectivas de paz”, afirmou o órgão em comunicado.
Diante disso, as autoridades palestinas criticaram a decisão dos EUA, alegando que a ação contradiz o direito internacional e o Acordo sobre a Sede da ONU, segundo informou a agência palestina WAFA.
"Foi solicitado à Administração norte-americana que reconsidere e reverta sua decisão, reafirmando o pleno compromisso da Palestina com o direito internacional, as resoluções da ONU e os compromissos com a paz, como transmitido nas cartas do líder da ANP, Mahmoud Abbas, aos seus homólogos ao redor do mundo", destacou o meio de comunicação.
Mais de 63 mil palestinos foram mortos e pelo menos 159 mil ficaram feridos na Faixa de Gaza devido às ações das tropas israelenses iniciadas há quase dois anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde do enclave desta sexta-feira (29)
Somente nas últimas 24 horas, 59 pessoas morreram durante ataques israelenses, e mais de 220 feridos foram levados a hospitais, acrescentou o ministério.
Desde que Israel retomou seus bombardeios contra Gaza em 18 de março, o número de mortes ultrapassou mais de 11,1 mil pessoas, enquanto 47 mil ficaram feridas.
Em meio à maior crise humanitária da história do enclave, 14 dos 15 membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram a exigir, nesta quinta-feira (28), um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente na região — somente os Estados Unidos foram contrários.
O grupo também pediu a libertação dos reféns israelenses mantidos em cativeiro pelo Hamas e a reversão da decisão de Israel de ampliar suas operações militares para tomar a cidade de Gaza.
O conflito entre o governo de Israel e o movimento palestino Hamas teve início em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o sul de Israel, matando 1,2 mil pessoas e fazendo mais de 250 reféns.
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