Internacional
Rússia e China apoiam inclusão de países do Sul Global no Conselho de Segurança da ONU, diz Putin

Em entrevista à agência chinesa Xinhua, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acrescentou que os dois países também são favoráveis à reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Na próxima semana, Putin estará na China para uma visita oficial, quando vai se encontrar com o homólogo, Xi Jinping.
Conforme o presidente russo, Moscou e Pequim apoiam a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo a entrada de países do Sul Global no Conselho de Segurança, o principal órgão da entidade.
"Rússia e China apoiam a reforma da ONU para que ela restaure plenamente sua autoridade e reflita as realidades modernas. Em particular, defendemos tornar o Conselho de Segurança mais democrático, incluindo Estados da Ásia, da África e da América Latina. No entanto, qualquer reforma desse tipo deve ser conduzida com o máximo cuidado", afirmou.
Putin afirmou ainda que ambos os países também são favoráveis às mudanças na estrutura do FMI e do Banco Mundial. "Estamos unidos na visão de que um novo sistema financeiro deve se basear na abertura e na verdadeira equidade, garantindo acesso igualitário e não discriminatório às suas ferramentas para todos os países e refletindo a real posição dos Estados-membros na economia global", acrescentou.
Expectativas sobre o G20 na África do Sul
A Rússia espera que a presidência do G20 pela África do Sul consolide as conquistas do Sul Global, enfatizou Putin durante a entrevista. "Como resultado de seus esforços, esperamos consolidar as conquistas do Sul Global e estabelecê-las como base para a democratização das relações internacionais", disse Putin.
Além disso, o líder russo afirmou que está em andamento um trabalho estreito com a China no âmbito do BRICS. "Estamos trabalhando de perto com a China dentro do BRICS para expandir seu papel como um pilar fundamental da arquitetura global".
Por fim, Putin classificou as relações estratégicas entre Rússia e China como fator de estabilidade não apenas na Eurásia, mas em escala global.
"Como as duas principais potências da Eurásia, não podemos permanecer indiferentes diante dos desafios e das ameaças que afetam nosso continente e o mundo em geral. Essa questão é um foco constante de nosso diálogo político bilateral. O conceito russo de criação de um espaço comum de segurança igual e indivisível na Eurásia se aproxima bastante da Iniciativa de Segurança Global do presidente Xi Jinping", declarou.
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