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Venezuela vai ser 'pesadelo' para os EUA se eles ousarem atacar o país, alerta vice-presidente

Sputinik Brasil 29/08/2025
Venezuela vai ser 'pesadelo' para os EUA se eles ousarem atacar o país, alerta vice-presidente
Foto: © Sputnik / Ilia Pitalev

A Venezuela se tornará "uma calamidade e um pesadelo" para os Estados Unidos se eles tentarem uma intervenção militar em solo venezuelano, afirmou a vice-presidente Delcy Rodríguez nesta sexta-feira (29).

Em reação ao envio de sete navios militares às proximidades da costa da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro anunciou, no início da semana, uma mobilização para a formação de milícias nacionais. Entre as embarcações norte-americanas, estão três destróieres, um navio de assalto anfíbio, um cruzador de mísseis e um submarino nuclear.

O deslocamento ocorre em meio a acusações dos EUA contra a Venezuela de tráfico de drogas e vínculos com cartéis. "Estamos prontos para defender a Venezuela, em uníssono nacional, em paz, em tranquilidade, para garantir nosso futuro", afirmou Rodríguez.

"Aqueles que estão pensando, lá no Norte, em uma agressão militar contra a Venezuela, saibam que se sairão muito mal", acrescentou.

A vice-presidente lembrou aos EUA sobre as consequências do bloqueio econômico imposto ao país, que levou milhões de venezuelanos a migrar para o Norte, convencidos pelas "mentiras", segundo ela, de encontrar novos horizontes e esperança econômica.

"Será pior se ousarem uma agressão. Será muito pior. Seremos a sua calamidade. Seremos o seu pesadelo, e isso também significará a desestabilização de todo o continente. Por isso fazemos um chamado à paz. Acalmem-se, senhores falcões dos Estados Unidos, acalmem-se… porque causarão grande dano ao próprio país", afirmou.

Sobre a possibilidade de o atual deslocamento de ativos navais dos EUA no Caribe escalar para uma operação militar, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse na última quinta (28) que o presidente Donald Trump está pronto para usar "todo o poder norte-americano" para conter o fluxo de drogas para o país.

Mais cedo, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, também se manifestou sobre a situação e afirmou que "a Rússia não aceita de forma alguma a ameaça do uso da força contra Estados soberanos como instrumento de política externa" e expressou solidariedade ao povo e ao governo da República Bolivariana da Venezuela.