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Blatter e Platini são absolvidos em caso de corrupção

Episódio foi fechado de maneira definitiva por falta de provas

Redação ANSA 28/08/2025
Blatter e Platini são absolvidos em caso de corrupção
Episódio contra ex-dirigentes foi fechado de maneira definitiva por falta de provas - Foto: ANSA / AP

O cartola suíço Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, e o ex-jogador da Juventus Michel Platini, ex-mandatário da Uefa, foram absolvidos de forma definitiva das acusações de corrupção na entidade máxima do futebol mundial.

De acordo com os promotores do caso, a decisão foi tomada em razão da falta de provas apresentadas pelo Ministério Público da Suíça. Ao todo, o processo contra Blatter e Platini durou uma década.

Os dois ex-dirigentes eram acusados pela promotoria de ter "obtido ilegalmente, em prejuízo da Fifa, um pagamento de dois milhões de francos suíços (US$ 2,5 milhões) em favor de Platini". O episódio minou as chances de o francês tentar comandar a entidade.

Após o veredito final, o ex-craque bianconero afirmou em um pronunciamento que sabe que o episódio buscou impedi-lo de ser presidente da Fifa.

Entenda o caso

Tanto a acusação quanto a defesa concordaram que o três vezes vencedor do prêmio Bola de Ouro foi assessor de Blatter entre 1998 e 2002, durante o primeiro mandato do suíço como chefe da Fifa, e os dois assinaram um contrato em 1999, acertando uma remuneração anual de 300 mil francos suíços, totalmente pagos pela entidade.

Contudo, em janeiro de 2011, Platini, que foi presidente da Uefa de 2007 a 2015, "reivindicou uma indenização de 2 milhões de francos suíços", definida pela acusação como uma "fatura falsa".

Ambos alegam que concordaram desde o início com um salário anual de um milhão de francos suíços, por meio de um "acordo de cavalheiros" verbal e sem testemunhas, mas que o estado precário das finanças da Fifa não permitiram o pagamento imediato a Platini.