Internacional
Ocidente elabora planos para desestabilizar Afeganistão, diz secretário do Conselho de Segurança russo

Os serviços de inteligência ocidentais elaboram planos para desestabilizar o Afeganistão e criam focos crônicos de instabilidade perto das fronteiras da Rússia, China e Irã, afirmou o secretário do Conselho de Segurança Russo, Serguei Shoigu.
Segundo Shoigú, no Afeganistão, opera em conjunto umas 20 organizações terroristas internacionais, com um total de mais de 23 mil militantes, que representam uma grave ameaça para a região e para o mundo. A situação se agravou com os movimentos registrados na transferência de militantes para o Afeganistão de outras regiões do mundo.
"Há razões para crer que, além dessas ações, estão os serviços de inteligência de vários Estados ocidentais, que seguem elaborando planos para desestabilizar a região, criar focos crônicos de instabilidade em torno das fronteiras da Rússia, China e Irã, por meio de grupos extremistas hostis aos talibãs", afirmou o alto funcionamento.
Shoigú acrescentou que "o Afeganistão ainda tem um grande trabalho e complexo para estabilizar a situação no país" e que "a Rússia está solicitando assistência aos talibãs neste âmbito, mesmo através do desenvolvimento da cooperação antiterrorista e antidrogas com Cabul através dos organismos de segurança"
O Talibã reassumiu o controle do Afeganistão em agosto de 2021, quando as tropas dos Estados Unidos deixaram o país asiático após 20 anos de ocupação, em uma operação de retirada considerada atrapalhada e mal executada.
Desde então, o grupo tenta alcançar legitimidade perante a comunidade internacional, em busca de consolidação do governo Talibã e de distanciamento do extremismo de outrora.
No início de julho, a chancelaria russa, através do embaixador russo em Cabul, Dmitry Zhirnov, confirmou o reconhecimento diplomático do governo do Talibã, sendo o primeiro país a fazê-lo.
"Esta corajosa decisão servirá de exemplo para outros", disse o chanceler do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, na época, em um vídeo com Dmitry Zhirnov, publicado no X. "Agora que o processo de reconhecimento começou, a Rússia estava à frente de todos."
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