Economia
Welber Barral, sobre tarifa de Trump a Brasil: 'Podia ser pior'

"Podia ser pior". Essa é a avaliação do ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral após assistir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que os produtos brasileiros terão que pagar 10% para entrar no país.
Barral, hoje consultor, destaca que, para a União Europeia, a tarifa anunciada por Trump será o dobro: 20%. "Na prática, vai ser 10% para o mundo inteiro, e maior para parceiros importantes dos EUA, como é o caso de China (34%), União Europeia e Japão (24%)", afirma.
Conforme Barral, eventuais ganhos de competitividade do Brasil nos Estados Unidos, em razão da maior alíquota sobre grandes concorrentes, terão que ser analisados produto a produto. Ele coloca como contraponto o fato de aço e alumínio, dois setores que têm grande parte das exportações destinada aos EUA, terem recebido tarifas de 25%, na primeira ação da política comercial de Trump que atingiu o Brasil.
"Então, temos que fazer uma análise caso a caso para saber se o Brasil pode ganhar em algum mercado, principalmente nos que concorre com a Europa e Japão", afirma Barral.
Mais lidas
-
1PALMEIRA DOS ÍNDIOS
Crise interna no CSE: Assembleia Geral Extraordinária é convocada por Ibson Melo para apurar denúncias e exigir prestação de contas
-
2DEMOLIÇÃO
Justiça Federal determina paralisação e desmonte de parque aquático e polo industrial em área indígena Xukuru-Kariri
-
3HISTÓRIA
A saga de Lampião e Maria Bonita, 83 anos após a chacina de Angicos
-
4EUA
Administração Trump impediu início da Terceira Guerra Mundial, diz Dmitriev
-
5EX-IMPERADOR NO BANCO DOS RÉUS
Queixa-crime de ex-vereador contra Julio Cezar tramita na Justiça em Palmeira dos Índios