Cidades

Oficina de Xequerê promove formação cultural para mulheres quilombolas e povos de terreiro em Palmeira dos Índios

Redação – Tribuna do Sertão 01/04/2025
Oficina de Xequerê promove formação cultural para mulheres quilombolas e povos de terreiro em Palmeira dos Índios

Em um movimento de fortalecimento da cultura afro-brasileira, chega a Palmeira dos Índios o projeto "Oficina de Xequerê", que irá capacitar mulheres da comunidade quilombola da Tabacaria, povos de terreiro de religiões afro-indígenas, além de integrantes de coletivos culturais e associações comunitárias, por meio de atividades que unem arte, ancestralidade e resistência.

A oficina será dividida em duas turmas e tem como objetivo ensinar o plantio de cabaças, a confecção artesanal do xequerê – também conhecido como agbê – e os toques e movimentos tradicionais desse instrumento percussivo, símbolo importante das culturas africanas no Brasil. O projeto busca promover autonomia cultural, identidade coletiva e preservação das raízes afrodescendentes em comunidades marcadas historicamente pela luta contra a escravidão.

Início das atividades:


Turma 1


Local: Sede do Centro de Desenvolvimento Pró Comunitário – MPDC – Projeto Oásis

Rua Chico Nunes, nº 49, Centro

Início: 9 de abril

Turma 2


Local: Quilombo Tabacaria – Associação de Moradores

Início: 10 de abril

Atividades oferecidas:


• Germinação e plantio das sementes de cabaça
• Distribuição das cabaças e materiais para confecção do instrumento
• Técnicas de limpeza e conservação da cabaça
• Confecção do Xequerê/Agbê com trama simples
• Aulas práticas de dança e toques percussivos

As inscrições são gratuitas e o material está incluso para todas as participantes. A proposta é envolver as comunidades com protagonismo feminino e manter viva a tradição dos tambores, da dança e da sabedoria ancestral.

📲 Inscreva-se pelo link: https://forms.gle/C26acSJsGJ55...
📞
Contato: (82) 99948-9568

Sobre o projeto


A "Oficina de Xequerê" é realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), e operacionalizada pelo Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult/AL).

A iniciativa representa mais um passo na democratização do acesso à cultura, ao mesmo tempo em que reconhece e valoriza os saberes e fazeres de matrizes africanas em território alagoano.