Internacional
China, Coreia do Sul e Japão buscam impulsionar comércio regional diante das novas tarifas dos EUA

A Coreia do Sul, a China e o Japão realizaram seu primeiro diálogo econômico em cinco anos neste domingo (26), com o objetivo de facilitar o comércio regional enquanto as três potências exportadoras asiáticas se preparam para enfrentar as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Os três ministros do Comércio concordaram em "cooperar estreitamente para negociações abrangentes e de alto nível" sobre um acordo de livre-comércio entre Coreia do Sul, Japão e China, a fim de promover o "comércio regional e global", segundo uma declaração divulgada após a reunião.
"É necessário fortalecer a implementação do RCEP [Parceria Econômica Regional Abrangente], do qual os três países participam, e criar um marco para ampliar a cooperação comercial trilateral por meio das negociações do acordo de livre-comércio entre Coreia, China e Japão", declarou o ministro do Comércio sul-coreano Ahn Duk-geun.
Os ministros se reuniram dias antes do anúncio que Trump fará nesta quarta-feira sobre novas tarifas - medida que o presidente americano denomina "dia da libertação", em mais uma iniciativa que redefine as parcerias comerciais de Washington.
Na semana passada Trump anunciou tarifas de 25% sobre a importação de veículos e peças automotivas nos EUA, medida que pode impactar diretamente as grandes montadoras asiáticas, principais exportadoras para o mercado norte-americano.
Seul, Pequim e Tóquio, estão entre os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos. As negociações para um acordo de livre-comércio trilateral, iniciadas em 2012, ainda não apresentaram progressos significativos.
Enquanto isso, os países dependem da Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP), em vigor desde 2022, que reúne 15 nações da Ásia-Pacífico com o objetivo de reduzir barreiras comerciais na região.
Em fevereiro, Trump assinou decretos com a imposição de tarifas sobre produtos de Canadá, México e China. No caso do Canadá, o indicador ficou em 25% para todas as importações, com exceção do setor de recursos energéticos, cuja taxa foi definida em 10%.
O mesmo valor foi aplicado ao México, enquanto à China foi determinada uma tarifa adicional de 10%, além das que já existem sobre o comércio entre os dois países.
Posteriormente, o americano anunciou a suspensão da aplicação das taxações ao México e ao Canadá por um mês, após um acordo envolvendo o fortalecimento da segurança nas fronteiras com o objetivo de combater o tráfico de drogas e o fluxo de imigrantes irregulares.
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