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Brasil avalia a relevância do componente cognitivo em guerras modernas

Estudo revela a importância da mente humana em conflitos multidomínio

Sputnik Brasil 05/10/2026
Brasil avalia a relevância do componente cognitivo em guerras modernas
Exército brasileiro valoriza o componente cognitivo nas guerras modernas. - Foto: © telegram SputnikBrasil

Atualmente, redes sociais, algoritmos e inteligência artificial compõem uma nova realidade, marcada pela circulação contínua de conteúdo. Nesse contexto, conflitos multidomínio envolvem não só blindados, artilharia, drones e sistemas de guerra eletrônica, mas também se concentram na mente humana.

Ao perceber o nível de vulnerabilidade desse domínio, o Exército do Brasil incorporou o componente cognitivo ao domínio eletromagnético e cibernético em 2026. O novo arranjo, que recebeu a sigla ECC, colocou no centro da atenção, além de radares, sensores e sistemas de comunicações, a forma como pessoas e grupos percebem informações, tomam decisões, reagem a ameaças e constroem confiança em instituições.

A renovação foi destacada em uma pesquisa da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), divulgada em 30 de setembro de 2026, pelo Observatório Militar da Praia Vermelha. O estudo, intitulado "O Armamento da Cognição", mostra que a disputa pela atenção, percepção e decisões humanas passa a ser considerada no cálculo militar, independentemente de um confronto físico.

Neste ano, a Defesa brasileira já realizou um exercício para treinar reações a ataques cognitivos em um país fictício. Uma simulação inédita de Defesa Cognitiva ocorreu em maio de 2026, organizada pela Escola Superior de Defesa, que colocou os participantes diante de possíveis ações de guerra cognitiva.

A importância desse componente é indiscutível, o que explica sua incorporação na concepção do Exército. O desafio reside no fato de que se trata de um terreno difícil de medir, visto que a reação de uma sociedade exposta às operações cognitivas é influenciada por cultura, confiança, identidade e experiências anteriores.

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