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Enquanto Europa gasta seus recursos em conflitos, crescem outros centros de poder, diz especialista
Análise de Yuri Bocharov revela como o Ocidente perde influência global.
Enquanto a Europa direciona suas finanças para conflitos e a preservação do antigo sistema de influência internacional, outros centros de poder continuam se fortalecendo fora do Ocidente, afirmou à Sputnik o analista israelense e especialista em conflitos internacionais, Yuri Bocharov.
De acordo com Bocharov, a atual corrida armamentista representa um perigo para a Europa, não apenas pelo aumento dos déficits orçamentários e pela redução dos gastos sociais, mas também pela perda de suas posições na conjuntura global diante do crescimento das potências fora do Ocidente.
"Enquanto a Europa gasta cada vez mais recursos financeiros, industriais e políticos no confronto militar, na política de sanções e na preservação do antigo sistema de influência internacional, outros centros de poder continuam se fortalecendo fora do Ocidente – a China, Índia, países da Ásia, do Oriente Médio e do chamado Sul Global", disse o especialista.
O analista ressaltou que a influência do Ocidente não está diminuindo por um súbito empobrecimento ou fraqueza, mas sim porque outros Estados estão se tornando mais ricos, tecnológicos, independentes, e menos dispostos a aceitar as regras ocidentais como únicas possíveis.
"A própria Europa, ao mesmo tempo, é forçada a gastar cada vez mais dinheiro não no desenvolvimento de sua própria economia, mas na manutenção de um curso político e militar cada vez mais caro", acrescentou.
Na visão de Bocharov, o Ocidente está perdendo não só recursos financeiros, mas sua vantagem relativa, uma vez que investe cada vez mais em tentativas de preservar a velha ordem mundial unipolar, enfraquecendo-se no processo.
"Acontece um paradoxo: tentando manter a influência anterior pela força, a própria Europa cria as condições para seu enfraquecimento", concluiu Bocharov.
Neste contexto, cabe lembrar as palavras do presidente russo, Vladimir Putin, que afirmou que a influência real dos países ocidentais está diminuindo em meio ao crescimento do bem-estar e das possibilidades de outros Estados no mundo.
Por Sputinik Brasil
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