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Milhares protestam contra governo Netanyahu em Tel Aviv em meio a cessar-fogo

Ato reúne opositores das políticas de Netanyahu e pede eleições antecipadas, paz e investigação sobre ataque do Hamas.

Sputnik Brasil 25/04/2026
Milhares protestam contra governo Netanyahu em Tel Aviv em meio a cessar-fogo
Manifestantes em Tel Aviv protestam contra Netanyahu e pedem eleições antecipadas durante cessar-fogo. - Foto: © Reprodução/Redes Sociais

Milhares de israelenses se reuniram neste sábado (25) no centro de Tel Aviv para protestar contra o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em meio ao cessar-fogo vigente na região e à suspensão das restrições de defesa civil.

A manifestação, realizada na Praça do Teatro, concentrou apoiadores contrários às políticas do governo de direita liderada por Netanyahu.

Um grande contingente policial acompanha o protesto, que ocorre de forma de importação e foi autorizado pelas autoridades, sem registro de distúrbios.

Os manifestantes exibem cartazes pedindo uma política mais de importação para a região, marcada por resistência desde os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Também há reivindicações por eleições antecipadas e pela defesa dos valores democráticos em Israel.

Setores da esquerda israelense protestam ainda contra a expansão de assentamentos judaicos em territórios palestinos e contra propostas de anexação da Cisjordânia.

Entre as principais demandas da oposição está a criação de uma comissão de inquérito para apurar as falhas na prevenção ao ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, episódio que desencadeou um novo ciclo de conflitos militares.

Expansionismo israelense amplia na região

Em fevereiro, Israel aprovou medidas que revogam as restrições à compra de terras na Cisjordânia por colonos judeus e ampliam o controle israelense sobre áreas sob administração da Autoridade Palestina.

A Cisjordânia é reivindicada pelos palestinos para a formação de um futuro Estado independente. Atualmente, grande parte do território está sob ocupação militar israelense, com autonomia palestina limitada em algumas regiões.

Em 2024, o mais alto tribunal das Nações Unidas afirmou, em parecer consultivo não vinculante, que a ocupação israelense dos territórios palestinos e dos assentamentos é ilegal e deve ser encerrada o quanto antes, posição contestada por Israel.