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Petro faz primeira visita à Venezuela após sequestro de Maduro e firma acordos contra narcotráfico
Presidentes de Colômbia e Venezuela avançam em cooperação de inteligência e planos sociais para enfrentar crime na fronteira.
O presidente colombiano Gustavo Petro realizou, nesta sexta-feira (24), sua primeira visita à Venezuela desde o sequestro do presidente Nicolás Maduro, reunindo-se com a presidente interina Delcy Rodríguez para fortalecer a cooperação bilateral no combate ao narcotráfico.
Durante o encontro em Caracas, Petro e Rodríguez concordaram em implementar mecanismos conjuntos de inteligência para combater "gangues criminosas" que atuam na fronteira entre os dois países.
"Ambos os países discutiram o desenvolvimento de planos militares para os territórios da Venezuela e da Colômbia, bem como o estabelecimento imediato de mecanismos para o compartilhamento de informações e para o desenvolvimento de inteligência", explicou a presidente interina Delcy Rodríguez, em discurso transmitido pela emissora estatal Venezolana de Televisión.
A visita de Petro ocorreu durante a instalação da terceira reunião da Comissão de Vizinhança e Integração Colômbia-Venezuela, realizada entre quinta e sexta-feira na capital venezuelana.
"Se há algo que preciso destacar como crucial neste encontro, e que representa um novo marco em nossas relações, é a abordagem séria e abrangente sobre o combate às gangues criminosas e aos grupos transnacionais", acrescentou Rodríguez.
Petro também afirmou que os dois governos concordaram em desenvolver planos socioeconômicos bilaterais para apoiar as populações mais vulneráveis, especialmente aquelas afetadas por crimes nas regiões de fronteira.
Esta é a primeira visita oficial de Petro a Caracas desde que Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina em 5 de janeiro, após os Estados Unidos lançarem um ataque militar que resultou no sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A última visita de Petro à capital venezuelana havia ocorrido em 2023, quando se reuniu com Maduro para ampliar a cooperação bilateral.
Em 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela, capturando Maduro e Cilia Flores e levando-os para Nova York. O então presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que ambos seriam julgados por suposto envolvimento em "narcoterrorismo" e por representarem ameaças à segurança dos Estados Unidos.
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