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Secretário de Guerra dos EUA pede maior envolvimento da Europa no Estreito de Ormuz

Pete Hegseth defende protagonismo europeu diante do bloqueio marítimo e alerta para riscos ao comércio global

24/04/2026
Secretário de Guerra dos EUA pede maior envolvimento da Europa no Estreito de Ormuz
- Foto: Associated Press

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta sexta-feira (24) que o conflito com o Irã "não deveria ser um problema apenas dos EUA" e cobrou que a Europa assuma papel central nos esforços militares diante da escalada de desafio no Oriente Médio.

Em coletiva no Pentágono, Hegseth ressaltou que Washington "não está contando com ajuda da Europa", mas frisou que os países europeus têm mais a perder com eventuais interrupções no fluxo comercial da região. “A Europa precisa do Estreito de Ormuz muito mais do que nós”, afirmou.

Segundo Hegseth, "Europa e Ásia têm se beneficiado da proteção dos EUA por décadas. O tempo de se aproveitar da situação sem contribuir acabou". O secretário reforçou que o conflito "deveria ser majoritariamente uma guerra da Europa, não dos EUA".

O secretário também informou que a Marinha americana mantém e amplia o bloqueio marítimo aos portos iranianos. Desde o início da operação, 34 navios já estavam impedidos de atravessar o Estreito de Ormuz e “nenhum navio passa” pela rota sem autorização dos EUA. Um segundo porta-aviões americano será enviado para reforçar o bloqueio.

De acordo com Hegseth, o bloqueio "se tornou global", expressão que não detalhou, após a apreensão de dois navios da chamada "frota fantasma" iraniana que haviam deixado portos do país antes da medida entrar em vigor. Ele afirmou ainda que a operação continuará “pelo tempo que for necessário”.

Sobre uma possível solução diplomática, Hegseth disse que os EUA estão oferecendo ao Irã "uma chance de fazer um bom acordo", condicionando a negociação ao abandono do programa nuclear iraniano. "O Irã tem uma oportunidade única para fazer uma escolha sábia na mesa de negociações. O relógio não está a favor do Irã", concluiu.